O inverno de 2021, e o tempo para a semana.

O inverno astronômico começa nessa madrugada de segunda-feira, às 00h32min, com o solstício do inverno e a noite mais longa do ano. Esse inverno estará sob a influência da Neutralidade Climatológica, ou seja, quando não ocorre nem El Niño e La Niña (figura 1).

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Existe consenso nos modelos internacionais e nacionais sobre a normalidade das temperaturas, dentro das médias históricas. As médias das temperaturas mínimas para o trimestre de julho, agosto e setembro são de 12/13/15°C e as máximas de 21/22/23°C respectivamente.

Quanto a chuva a tendência é que fique dentro de normalidade e abaixo da normalidade. O modelo NCEP/NOAA/EUA coloca chuva dentro da normalidade. Já o modelo do IRI/Universidade da Columbia/EUA coloca chuva abaixo da normalidade. Chance de 40% para julho, 50% para agosto e 60% para setembro. As médias históricas para nossa região é de 113/90/142 mm para o trimestre.

Contudo, vale ressaltar que a normalidade climatológica apresenta entre suas características uma variabilidade espacial e temporal. Assim poderemos ter dias sem grandes precipitações e se concentrarem num curto prazo de tempo, como ocorreu nesse mês de junho nos dias 9 e 19, inclusive com alagamentos. Essa condição serve para a precipitação, como temperatura.

Outras características de nosso inverno são as entradas de sistemas frontais, por vezes formando ciclone extratropicais com seus ventos fortes sobre o oceano e litoral. Situação que leva a maré meteorológica com o empilhamento maior das ondas sobre as praias, e assim ressacas e alagamentos dos baixios. Presença maior de nevoeiros, principalmente entre noite e início da manhã.

O tempo para a semana.

A semana terá a presença constante da nebulosidade, com exceção da terça e sexta-feira com maiores períodos de sol. Chance de chuva ocasional nessa segunda, e chuva bem isolada entre terça e quinta-feira. Isso se deve a circulação marítima. Na sexta-feira voltarão as chuvas a partir da noite pela passagem de uma nova frente fria. Sábado e domingo chuvosos. Volume significativo para domingo com até 40 mm por causa de áreas de instabilidade vindas do Paraná. Observe a imagem de satélite dessa noite (figura 2) nebulosidade presente sobre o litoral centro-norte catarinense.

Imagem do satélite GOES 16/NOAA/EUA – Canal True-Color + IR 10,35 µm – dia – 20/06/2021 – Hora local: 21:10 – Sul do Brasil. Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)/Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC)/Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais (DAS) modificado por LabClima/UNIVALI. Clique para ampliar.

As temperaturas continuarão amenas com leve elevação. As mínimas ficarão entre 11/15°C e as máximas entre 20/25°C.

Ventos variáveis. Maior frequência dos quadrantes sudeste e sudoeste. Na maioria dos dias a intensidade será entre calmaria e brisa leve. No domingo aumento da intensidade e rajadas fortes superiores a 40 km/h.

Em nossas praias ondas variando entre sudeste e leste. Ondas de até 1,5 metros nessa segunda e terça-feira. Para quarta e quinta-feira tendência de baixa ficando entre meio a 1 metro. A partir de sexta-feira nova tendência de subida com ondas de até 1,5 metros para o final de semana.

Agitação marinha longe da costa com ondas variando entre 2 e 4 metros para segunda-feira, depois tendência de baixa. A partir de quinta-feira tendência de subida e nova agitação marinha em direção ao fim de semana com ondas entre 2 e 4 metros.

Outono começa nesse sábado.

Amanhã começa o outono astronômico (equinócio) às 6 horas e 38 minutos. Nesse ano ele estará sob a influência da “Neutralidade Climatológica” (figura 1). A La Niña que vinha atuando nos últimos 8 meses perdeu a força. Contudo não se tem expectativa para El Niño neste ano. Os modelos nacionais e alguns internacionais indicam chuva abaixo da média histórica para o trimestre de abril, maio e junho. Os nacionais colocam anomalias negativas de 40 a 50 mm, e probabilidade entre 40 e 45% abaixo da média. Um dos modelos do National Centers for Environmental Prediction/NCEP/National Weather Service/NOAA coloca diferentemente dos demais, chuva entre 5 e 20 mm acima da média para abril, entre 5 e 20 mm abaixo da média para maio, e entre 20 e 40 mm acima da média para junho. Todos os modelos indicam temperaturas na média e acima da média histórica.

A média histórica da precipitação para nossa região é de 121, 117 e 106 mm no trimestre. A média das temperaturas máximas e mínimas demonstram melhor o comportamento das temperaturas. As máximas para o trimestre de abril/maio/junho são de 27/24/22°C respectivamente, e as mínimas de 18/15/13°C.

O registro do vento predominante para a estação é de sudoeste para os três meses. O segundo vento com maior frequência é da direção de nordeste. A média da umidade relativa do ar é superior a 85%.

Lembrando que é uma estação de transição, ou seja, na sua primeira metade mantém a cara do verão, na segunda do inverno. Ocorre também o aumento das passagens de frentes frias.

Chuva isolada para o fim de semana.

Observe a imagem de satélite dessa noite uma frente fria entre São Paulo e Rio de Janeiro. Nebulosidade presente sobre o litoral por causa da circulação marítima.

Para sexta-feira e sábado a circulação marítima atuará sobre o litoral, e áreas de instabilidades no interior. Nada de novidade. Assim teremos um pouco mais de nuvens na sexta-feira com chuva fraca ocasional. No sábado bons períodos de sol com chuva isolada na madrugada. Para domingo uma nova frente fria se deslocará em direção ao estado. Assim teremos maior presença das nuvens. Chuva na madrugada e ao final da tarde/noite. Chuva mais significativa para segunda, terça e parte de quarta-feira.

Na sexta-feira a temperatura não sobe muito ficando por volta dos 28°C. Para sábado chega aos 31°C e 34°C no domingo.

Vento variável com intensidade entre calmaria e brisa leve.

Em nossas praias ondas das direções de sudeste e leste conforme a praia. O tamanho ficará entre meio a 1 metro dependendo do pico.

Fora da costa leve agitação marinha com ondas entre 1,5 a 2,5 metros de direção sul.

Fim de semana continuará com tempo instável.

Continuamos com circulação marítima de um lado, áreas de instabilidade vindas do centro do Brasil de outro. Também temos uma frente fria se deslocando lentamente em alto mar, e conforme a Marinha do Brasil a ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) atuando entre o noroeste do Paraná e sudeste de Santa Catarina. A ZCAS (figura 1) funciona como um corredor de umidade, deixando muitas nuvens e chuva persistente na sua área de atuação.

Observe a imagem de satélite (figura 2) muitas nuvens desde a norte do Rio Grande do Sul, passando por Santa Catarina e avançando sobre o Paraná.

Tempo instável para os próximos dias, além do fim de semana. Chuva mais persistente com volumes maiores, no mínimo até segunda-feira. A partir de terça-feira chuva mais intermitente e aberturas de sol. Uma boa parte dos modelos nacionais e internacionais apontam para totais de chuva para os próximos quatro dias, algo entre 50 a 100 mm.

Até ontem, choveu nesse mês de janeiro em Itajaí, 300 mm, 34% acima da média histórica. Em Camboriú choveu 198 mm. Lembrando que já tivemos chuva acima da média histórica em novembro (17%) e dezembro (74%) com consequência setorizadas. A questão de enchente para nossa região, depende muito da precipitação nas bacias do Itajaí-Mirim e Itajaí-Açu. No alto vale as chuvas nas últimas 24 horas foram menores do que aqui, na cabeceira. Choveu mais em Indaial, Blumenau, Timbó e Rio dos Cedros com alguns estragos. Nessa manhã o rio Itajaí-Açu em Taió está em 6,7 m (estado de atenção), com 6,8 m na Barragem Oeste dentro da normalidade, e em Blumenau com 6,5 m (estado de atenção, mas com tendência de baixa). No boletim hidrológico da EAPGRI/CIRAM de ontem, o rio Camboriú estava na normalidade, mas o rio Pequeno estava em estado de atenção com tendência de baixa.

Continuarão as condições de muita atenção, principalmente para as encostas. Condições mais restritas de enchente, mas favoráveis a alagamentos nas baixadas, especialmente nos momentos de preamar (maré alta). No domingo, até poderemos ter alguma abertura tímida de sol, como nessa sexta-feira, bem cedo. Chance de trovoadas isoladas até segunda-feira.

Recomenda-se a atenção aos avisos das Defesas Civis municipais.

Na próxima semana um sistema de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul se intensificará formando uma nova frente fria que passará por aqui, na quinta-feira, com chance de volumes concentrados mais altos.

As temperaturas mínimas ficarão entre 20/23°C e as máximas entre 24/27°C. A partir de terça-feira volta a esquentar bem.

Ventos variáveis com intensidade entre calmaria e brisa leve. Rajadas médias inferiores a 30 km/h.

Em nossas praias o predomínio será das ondas de leste. O tamanho, dependendo da praia, entre meio a um metro.

Fora da costa, sem agitação, com ondas entre 1,5 a 2 metros nesse fim de semana.

Primavera de 2020.

A primavera astronômica começará nessa terça-feira (22/09) às 10 horas e 31 minutos com o equinócio da primavera, tendo o dia e noite, mesma duração. A primavera climatológica começou com o mês de setembro. Conforme os dados históricos para região é esperado temperaturas mínimas de 17/18/19°C para o trimestre outubro, novembro e dezembro, e as temperaturas máximas de 24/26/28°C respectivamente. Em relação as chuvas os dados para esse trimestre são de 154/150/159 mm. Ocorre precipitação em 15 dias de cada mês. Também há um aumento das chuvas convectivas (chuvas de verão) pela temperatura e pelo oceano Atlântico mais quente em nossa costa. O vento predominante para esse período é da direção nordeste com velocidade média de 7 km/h. Lembrando que a primavera é uma estação de transição, ou seja, em sua primeira metade com características de inverno, e na segunda, do verão. Tanto é que temos máxima absoluta de 38,4°C em dezembro, e mínima absoluta de 4,2°C em outubro.

Para esse ano a primavera estará sob a influência do La Niña (resfriamento anormal das águas do oceano Pacífico). Para a região sul o La Niña tem como características gerais irregularidade nas chuvas, e menor temperatura. Essa condição permanecerá no mínimo até janeiro de 2021 (figuras 1 e 2).

Figura 1: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO.  Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Os modelos não demonstram consenso em relação ao prognóstico para temperatura e precipitação para esse trimestre. Os modelos internacionais, especialmente o do NCEP/NOAA e IRI/ Columbia University, apontam chuva dentro da normalidade, com exceção de outubro, com volumes abaixo da média histórica. Para as temperaturas o esperado é dentro da normalidade/levemente acima. O modelo do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) para o trimestre indica chuva abaixo da média. Contudo apresenta nos modelos de anomalias mensais, chuva acima da média para outubro e novembro, e abaixo da média em dezembro. Quanto as temperaturas indicam temperaturas acima da média (0,6°C) para outubro, e abaixo da média para novembro (0,4°C) e dezembro com (1,0°C).

Ótima primavera à todos!!!

Inverno 2020.

O inverno astronômico começará no próximo sábado às 18 horas e 44 minutos, pois o inverno climatológico começou no início de junho. O solstício de inverno, para nosso hemisfério, terá a noite mais longa do ano. O inverno para a região sul, e nossa região, é caracterizado pelas mais baixas temperaturas e menor precipitação do ano. Esse inverno estará sob a influência da neutralidade climatológica e da La Niña fraca. Condição que se manterá no mínimo até dezembro desse ano (figuras 1 e 2).

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO.  Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Figura 2: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Os modelos climatológicos nacionais e internacionais não indicam consenso para a precipitação, mas apontam para a mesma direção na temperatura.

Para os modelos nacionais teremos chuva na média e acima da média histórica para o litoral, com anomalias de até 50 mm. Para o interior do estado na média, e abaixo da média para a região oeste. Os modelos internacionais apontam algumas diferenças. Para os meses de julho e setembro chuvas dentro da normalidade. Para o mês de agosto dentro da normalidade e acima da normalidade. Os registros históricos para a região de Itajaí indicam volumes de 113, 89 e 143 mm para o trimestre de julho, agosto e setembro respectivamente. Cabe aqui ponderar que nesses seis meses do ano tivemos 4 meses (janeiro, março, abril e maio) com chuvas abaixo da média histórica nos levando a uma crise hídrica, e dois meses acima da média histórica (fevereiro e junho). Nesse mês de junho as chuvas, até a presente data, atingiram 42% acima da média histórica, com boa distribuição temporal, minimizando a estiagem.

Quanto a temperatura é sempre bom usar a média das mínimas e máximas, pois são mais próximas do que acontece no dia a dia. As médias para os meses de julho são de 12/21°C, agosto de 13/22°C e setembro de 14/23°C. Os modelos, em geral, indicam temperaturas na média ou acima da média histórica. Esse ano as médias das mínimas estiveram abaixo da série histórica todos os meses, com exceção de junho. Já para as máximas fevereiro, março e abril também abaixo, e levemente acima para janeiro, maio e junho. Isso se deve a influência da neutralidade climatológica.

Vale ressaltar o predomínio do vento sudoeste para junho e julho, e de nordeste para agosto e setembro. A umidade relativa do ar continuará acima dos 80% em média.

Como curiosidade de temperaturas extremas (mínimas e máximas absolutas). Frio intenso com 0,2°C em julho de 1982, 0,5°C negativo em agosto de 1991 e 3,4°C em setembro de 1981. Também tivemos calor sufocante com 31,2°C em julho de 2006, 36°C em agosto de 1993 e 37°C em 2006.

Finalizando, temos maior passagens de frentes frias pela região, entradas de massa de ar polar e ondas de frio. Aumento também de ciclones extratropicais que trazem ressaca em nossas praias e de nevoeiros.

Bom inverno a todos. Para alguns estação detestável, para outros, a mais charmosa do ano.

O inverno de 2019.

O inverno astronômico começou hoje às 12 horas e 54 minutos com o solstício do inverno, quando nosso hemisfério está menos inclinado em direção ao sol, e assim recebendo menos energia. O inverno deste ano estará sob a influência do El Niño fraco, beirando a neutralidade climatológica.

Dados do NCEP (Center for Weather and Climate Prediction) indica esse fenômeno de forma fraca, e a partir de julho o início da neutralidade climatológica (figura 1).

Figura 1: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Já dados do IRI (International Research Institute for Climate and Society ) indica a continuação desse fenômeno de forma fraca até janeiro de 2019 (figura 2).

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

As características mais gerais do El Niño para a região sul é maior precipitação e calor. Na neutralidade temos uma maior variação. Lembrando que o mês de maio tivemos chuvas 60% acima da média histórica para a região, contudo nesse mês de junho, até a presente data, e sem indicativos de volumes mais intensos, terminará com chuvas abaixo da média. Até hoje choveu somente 31% do esperado para o mês. Quanto as temperaturas estão mais altas, entorno de 2,5°C acima da média das mínimas e máximas.

Dito isso os modelos não indicam consenso. Alguns colocam chuva acima da média, principalmente para o Rio Grande do Sul e para o sul de Santa Catarina (setembro).

O que esperar para nosso inverno? Em termos de chuva ficará na média e abaixo da média para os meses de julho e agosto, e na média para o mês de setembro. Quanto as temperaturas ficarão acima da média para o trimestre de julho/agosto/setembro. Contudo o frio mais intenso será por meio de ondas de frio, ou seja, períodos menores de frio após passagem de frentes frias mais fortes.

O comportamento esperado (histórico) da média das temperaturas máximas e mínimas para esse trimestre é de 21,0/22,0/22,4°C e 12,0/13,0/14,4°C respectivamente. Para as chuvas são 120/92/145 mm. Os ventos predominantes são de sudoeste para julho e nordeste para agosto e setembro.

Nessa estação também temos a intensificação de nevoeiros, principalmente os radiativos. Esses se desenvolvem pelo esfriamento intenso do solo que condensa o ar acima, e se dissipam com a chegada do sol.

O outono começa hoje a noite.

O outono astronômico começará hoje às 18 horas e 58 minutos com o equinócio de outono (quando o dia e a noite têm a mesma duração). O mesmo ocorre quando o sol está diretamente sobre a linha do equador, e assim os dois hemisférios recebem a mesma quantidade de sol. Hoje o dia e noite tem a mesma duração. O outono climatológico começou no início desse mês.

A estação de outono é caracterizada como de transição. Em sua primeira parte, mantém características do verão e na segunda, do inverno. Nessa estação, para nossa região, ocorre uma diminuição no total das precipitações e temperaturas. As precipitações históricas para o trimestre de abril, maio e junho são 124, 115 e 106 mm respectivamente. A média das temperaturas máximas são 27,1°C, 24,2°C e 22,1°C. As mínimas são 18,0°C, 14,6°C e 12,5°C. Usamos as médias das máximas e mínimas porque traduzem o esperado para o período. Outra característica é a intensificação dos sistemas frontais e nevoeiros.

O outono desse ano estará sob a influência de um El Niño fraco. Observe a figura 1 abaixo que o mesmo permanecerá até julho com 50% de chance de ocorrência.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Na figura 2 demonstra que a temperatura no oceano Pacífico tropical está um pouco acima de 0,5°C da média histórica. Essa condição se caracteriza como um El Niño de intensidade fraca. Para o resto do ano aponta para uma neutralidade climatológica.

Figura 2: Temperatura da superfície do mar. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Os modelos nacionais e internacionais atuais apontam para uma estação chuvosa. Probabilidade maior que 50% para precipitações acima da média histórica para o trimestre de abril, maio e junho. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alerta para a possibilidade de irregularidade nessas condições, dependendo do local, por causa da fraca intensidade do fenômeno. O mesmo instituo ressalta que “é importante destacar que, existe um aquecimento da área oceânica próxima à costa da Argentina e mais acentuada no sudeste do Brasil, que favorece as condições de instabilidade atmosférica e consequente precipitação nesta área” (PROGNÓSTICO CLIMÁTICO DE OUTONO, INMET, 03/2019). Outros modelos nacionais apontam volumes de 50 mm acima de média histórica para abril e de 85 mm para maio, condição essa, a se confirmar pela possível irregularidade na distribuição espacial das chuvas. Assim o correto é o monitoramento dessa possibilidade. O que faremos e os demais institutos de climatologia fazem.

Quanto a temperatura os modelos apontam algumas discrepâncias. Uma parte aponta para temperaturas dentro da média histórica para abril e maio, e acima da média para junho. Outra parte temperatura acima da média histórica para maio e junho.

O inverno astronômico começará no dia 21 de junho às 12 horas e 54 minutos com o solstício de inverno.

Ótimo outono para todos!

Frente fria avança pela região sul. O calor continuará. E a chuva?

Observe imagem de satélite dessa manhã o avanço de uma frente fria pela região sul do país. No sábado nova frente fria se deslocará em direção ao estado associada a áreas de instabilidade.

Condições de pancadas de chuva com trovoada isolada a partir do final da tarde de hoje. Para amanhã e sexta-feira sol com variação na cobertura de nuvens e pancadas de chuva rápidas devido ao calor. No sábado chance de pancadas de chuva com trovoada ao final da tarde/noite. No domingo teremos sol com pancadas de chuva, especialmente à noite com trovoada.

O calor continuará com máximas entre 28/33°C. Em nossas praias ondas de leste com alguma variação para nordeste com meio metro.

Imagem do satélite GOES 16/NOAA/EUA – Canal do Visível – dia 12/12/2018 – Hora local: 10:30 – Sul do Brasil.  Fonte: RAMSDIS Online – Central and South America and the Caribbean, Cooperative Institute for Research in the Atmospere, Colorado State University, EUA, modificado por LabClima/UNIVALI.

E a chuva?

Estamos com chuva abaixo da média histórica desde abril do corrente ano (dados da estação meteorológica do INMET situada no bairro Itaipava em Itajaí). Alguns meses bem abaixo como abril (25% do esperado) e julho (15%). Outros próximos como outubro (97% do esperado) e novembro (72%). Nesse mês de dezembro, por enquanto, somente 3,5% do esperado. Os atuais modelos, mas sem consenso, apontam para uma recuperação nos próximos 10 dias. Alguns indicam até 60 mm, outros menos, entorno de 20 mm. Os maiores volumes são aguardados entre segunda e terça-feira, depois somente pancadas de chuva rápidas. Dá uma pequena folga, mas não resolve muito, porque continuaremos com calor, e assim, maior evaporação nos mananciais e consumo da população. Vamos observando, enquanto isso, devemos economizar.

Primavera de 2018.

No próximo sábado (22/09) às 22 horas e 54 minutos começará a primavera astronômica, ou seja, nosso equinócio de primavera, onde o dia e noite terão a mesma duração. A primavera climatológica começou com o mês de setembro.

A primavera é uma estação de transição – sua primeira parte mantém algumas características do inverno, e na segunda parte, do verão. Na primeira parte, mesmo com aumento gradativo da temperatura, ainda temos passagens de frentes frias, e depois entradas de massas de ar polar. A média das temperaturas mínimas e máximas para os meses de setembro, outubro e novembro é de 16,6/24,4°C, 18,1/26,5°C e 19,7/28,3°C. Essa média é importante para termos ideia do comportamento esperado para nossas temperaturas mínimas e máximas diárias. A temperatura mínima recorde foi de 3,4°C em setembro de 1981, e a máxima de 35,8°C em novembro de 2002.

Na região sul, e assim em nossa região, a primavera é a estação de recuperação das chuvas, já que há uma diminuição no outono e inverno. Na primavera do ano passado tivemos chuvas abaixo da média histórica. Nesse ano somente os meses de janeiro e março tiveram chuvas acima da média,  considerando os dados da estação meteorológica de Itajaí do Instituto Nacional de Meteorologia. Lembrando que a primavera do ano passado e parte desse ano estávamos com neutralidade climatológica. A média de chuva esperada para o trimestre (set/out/nov) é de 146, 157 e 152 mm respectivamente. O recorde de chuva nessa estação foi registrado no mês de novembro de 2008, com 725 mm (bairro Itaipava, Itajaí). Na estação meteorológica da Univali (centro, Itajaí) foi de 570 mm.

Essa primavera estará sob a influência do El Niño (figura 1), aparentemente com intensidade fraca (figura 2).

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO.  Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Figura 2: Temperatura da superfície do mar. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Com a condição de El Niño (aquecimento anormal do Oceano Pacífico Tropical) os modelos atuais, nacionais e internacionais, apontam para chuvas na média e acima da média histórica. Alguns modelos colocam chuvas entre 25 a 50 mm acima da média histórica. Para as temperaturas os modelos indicam valores acima da média histórica. O inverno teve temperaturas dentro e abaixo da média histórica, comportamento típico da estação, e a primavera, será um pouco acima, mais quente.

Finalizando é esperado em média de 15 dias de chuva/mês, e o vento predominante é de nordeste, e a segunda direção é de sudoeste.

Nosso inverno de 2018.

O inverno astronômico começará amanhã (21) às 7 horas e 7 minutos e terminará no dia 22 de setembro. O inverno astronômico está ligado ao solstício de inverno, onde teremos a noite mais longa do ano, por receber menor quantidade de radiação. O inverno climatológico começou com o mês de junho.

O nosso outono não foi influenciado nem por La Niña como pelo El Niño, ou seja, estávamos sob neutralidade climatológica. A mesma prevalecerá até o final do inverno, quando a tendência é irmos para as condições de El Niño, mas por enquanto com intensidade fraca. A neutralidade traz uma maior variação para nosso clima. Observe a figura abaixo com o prognóstico do El Niño/La Niña para os próximos meses.

Fonte: International Research Institute for Climate and Society, Earth Institute, Columbia University, USA.

Qual comportamento esperado? Os principais modelos apresentam algumas diferenças. Para a temperatura apontam que a mesma ficará dentro da normalidade ou levemente acima, algo não superior a 1°C. Para a precipitação dentro da normalidade ou levemente acima para agosto e em menor escala para setembro.

Nosso outono já foi com pouco chuva. Somente o mês de março choveu mais que a média histórica. Os meses de abril, maio e até agora junho, com chuvas na metade do que era esperado.

O inverno historicamente é a estação de menor precipitação no sul do Brasil e também em nossa região. A média histórica é de 120 mm para julho, 92 mm para agosto e 145 mm para setembro em Itajaí.

Vamos pensar em temperatura. O comportamento mais próximo do dia a dia é a média das mínimas e máximas. Assim a média das mínimas para o trimestre de julho, agosto e setembro é respectivamente de 12, 13 e 14,4°C. Já as máximas são 21, 22 e 22,4°C.

Um exemplo: a média das mínimas esperadas em junho é de 12,9°C e a máxima de 21,9°C. Hoje tivemos mínima de 15,3 e máxima de 23,4°C, ou seja, foi um dia mais quente que o esperado.

No mês de agosto de 1991 ocorreu a menor mínima em Itajaí com 0,5°C negativo (recorde de frio). A máxima no inverno foi em agosto de 1993 com 36°C (recorde de calor para o inverno).

No inverno temos um maior número de passagens de frentes frias. Temos uma nessa sexta-feira e outra no domingo. A de sexta-feira pouco alterará o tempo bom, mas a de domingo trará chuva. Também aumenta as condições de nevoeiros mais densos, bem como ciclones extratropicais que trazem reflexos em nossa costa.

Finalizando o inverno começara com tempo bom. O sol aparece com alguma variação na nebulosidade e nevoeiros isolados. A chuva chegará no domingo à tarde.

No mais aproveitem essa estação charmosa.