Primavera de 2018.

No próximo sábado (22/09) às 22 horas e 54 minutos começará a primavera astronômica, ou seja, nosso equinócio de primavera, onde o dia e noite terão a mesma duração. A primavera climatológica começou com o mês de setembro.

A primavera é uma estação de transição – sua primeira parte mantém algumas características do inverno, e na segunda parte, do verão. Na primeira parte, mesmo com aumento gradativo da temperatura, ainda temos passagens de frentes frias, e depois entradas de massas de ar polar. A média das temperaturas mínimas e máximas para os meses de setembro, outubro e novembro é de 16,6/24,4°C, 18,1/26,5°C e 19,7/28,3°C. Essa média é importante para termos ideia do comportamento esperado para nossas temperaturas mínimas e máximas diárias. A temperatura mínima recorde foi de 3,4°C em setembro de 1981, e a máxima de 35,8°C em novembro de 2002.

Na região sul, e assim em nossa região, a primavera é a estação de recuperação das chuvas, já que há uma diminuição no outono e inverno. Na primavera do ano passado tivemos chuvas abaixo da média histórica. Nesse ano somente os meses de janeiro e março tiveram chuvas acima da média,  considerando os dados da estação meteorológica de Itajaí do Instituto Nacional de Meteorologia. Lembrando que a primavera do ano passado e parte desse ano estávamos com neutralidade climatológica. A média de chuva esperada para o trimestre (set/out/nov) é de 146, 157 e 152 mm respectivamente. O recorde de chuva nessa estação foi registrado no mês de novembro de 2008, com 725 mm (bairro Itaipava, Itajaí). Na estação meteorológica da Univali (centro, Itajaí) foi de 570 mm.

Essa primavera estará sob a influência do El Niño (figura 1), aparentemente com intensidade fraca (figura 2).

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO.  Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.
Figura 2: Temperatura da superfície do mar. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Com a condição de El Niño (aquecimento anormal do Oceano Pacífico Tropical) os modelos atuais, nacionais e internacionais, apontam para chuvas na média e acima da média histórica. Alguns modelos colocam chuvas entre 25 a 50 mm acima da média histórica. Para as temperaturas os modelos indicam valores acima da média histórica. O inverno teve temperaturas dentro e abaixo da média histórica, comportamento típico da estação, e a primavera, será um pouco acima, mais quente.

Finalizando é esperado em média de 15 dias de chuva/mês, e o vento predominante é de nordeste, e a segunda direção é de sudoeste.

Nosso inverno de 2018.

O inverno astronômico começará amanhã (21) às 7 horas e 7 minutos e terminará no dia 22 de setembro. O inverno astronômico está ligado ao solstício de inverno, onde teremos a noite mais longa do ano, por receber menor quantidade de radiação. O inverno climatológico começou com o mês de junho.

O nosso outono não foi influenciado nem por La Niña como pelo El Niño, ou seja, estávamos sob neutralidade climatológica. A mesma prevalecerá até o final do inverno, quando a tendência é irmos para as condições de El Niño, mas por enquanto com intensidade fraca. A neutralidade traz uma maior variação para nosso clima. Observe a figura abaixo com o prognóstico do El Niño/La Niña para os próximos meses.

Fonte: International Research Institute for Climate and Society, Earth Institute, Columbia University, USA.

Qual comportamento esperado? Os principais modelos apresentam algumas diferenças. Para a temperatura apontam que a mesma ficará dentro da normalidade ou levemente acima, algo não superior a 1°C. Para a precipitação dentro da normalidade ou levemente acima para agosto e em menor escala para setembro.

Nosso outono já foi com pouco chuva. Somente o mês de março choveu mais que a média histórica. Os meses de abril, maio e até agora junho, com chuvas na metade do que era esperado.

O inverno historicamente é a estação de menor precipitação no sul do Brasil e também em nossa região. A média histórica é de 120 mm para julho, 92 mm para agosto e 145 mm para setembro em Itajaí.

Vamos pensar em temperatura. O comportamento mais próximo do dia a dia é a média das mínimas e máximas. Assim a média das mínimas para o trimestre de julho, agosto e setembro é respectivamente de 12, 13 e 14,4°C. Já as máximas são 21, 22 e 22,4°C.

Um exemplo: a média das mínimas esperadas em junho é de 12,9°C e a máxima de 21,9°C. Hoje tivemos mínima de 15,3 e máxima de 23,4°C, ou seja, foi um dia mais quente que o esperado.

No mês de agosto de 1991 ocorreu a menor mínima em Itajaí com 0,5°C negativo (recorde de frio). A máxima no inverno foi em agosto de 1993 com 36°C (recorde de calor para o inverno).

No inverno temos um maior número de passagens de frentes frias. Temos uma nessa sexta-feira e outra no domingo. A de sexta-feira pouco alterará o tempo bom, mas a de domingo trará chuva. Também aumenta as condições de nevoeiros mais densos, bem como ciclones extratropicais que trazem reflexos em nossa costa.

Finalizando o inverno começara com tempo bom. O sol aparece com alguma variação na nebulosidade e nevoeiros isolados. A chuva chegará no domingo à tarde.

No mais aproveitem essa estação charmosa.

O que esperar do nosso outono?

O outono climatológico começou junto com o mês de março. Hoje às 7h29min. começou o outono astronômico com seu equinócio, ou seja, noite e dia com mesma duração. A primeira metade do outono tem cara de verão, a segunda cara de inverno, pois é uma estação de transição. Até o fim dessa estação estaremos com neutralidade climatológica com viés de baixa, ou seja, nem El Niño, nem La Niña. Essa condição permanecerá até o fim do ano, mas com viés de alta a partir de julho(observe a figura).

Figura: Gráfico da probabilidade para ENSO (El Niño Oscilação Sul). Fonte: International Research Institute for Climate and Society, Earth Institute, Columbia University, EUA.

Os modelos internacionais e nacionais apontam por consenso chuvas abaixo da média (chance em torno de 40%) para os meses de abril e maio. Para junho chuvas na média. Contudo vale ressaltar que a previsão para o verão era idêntica. Quando temos neutralidade as chances de variações temporais e espaciais são maiores, como ocorreu no verão. Contribui para isso também as temperaturas acima da média para o oceano Atlântico, que facilitam as chuvas convectivas (provocadas pelo calor). Em Itajaí tivemos precipitações abaixo da média nos meses de dezembro, fevereiro e por enquanto para março. Só o mês de janeiro foi acima da média. Contudo houve irregularidades espaciais nesse verão, onde choveu bem acima da média em Itapema e Camboriú, por exemplo. As médias de chuva para Itajaí no trimestre abril/maio/junho são de 124, 113 e 104 mm respectivamente.

As temperaturas devem ficar na média histórica e um pouco acima. O comportamento das temperaturas máximas para esse trimestre são de 27, 24 e 22°C e das mínimas em 18, 15 e 13°C.

Lembrando também que as frentes frias chegam com maior facilidade, e aumenta as chances para ciclones extratropicais.

Hoje uma frente fria desloca-se em direção a região sudeste. Ontem tínhamos áreas de instabilidade e a aproximação dessa frente fria. Com essas condições fez calor de 34,8°C com índice de calor de 47°C em Itajaí. Em Camboriú a sensação de calor chegou aos 50°C.

Continuaremos até o fim de semana com muitas nuvens, aberturas de sol e condições de chuva ocasional. Chance de trovoada para hoje, sábado e domingo. As temperaturas ficarão entre 19/30°C.

O verão começa hoje.

O verão astronômico começa hoje às 14h28min. com o solstício de verão no hemisfério sul. É o dia mais longo do ano. O verão climatológico já começou com o mês de dezembro. Esse verão estará sob o domínio da La Niña (figura 1) com intensidade fraca. Observe que essa condição se mantém no mínimo até fevereiro de 2018. Como características gerais para a região sul são a irregularidade na precipitação com volumes abaixo da média histórica e temperatura mais amena para uma estação mais fresca.

Figura 1 – Probabilidade de El Niño, La Niña e Neutralidade. Fonte: International Research Institute for Climate and Society. Earth Institute, Columbia University, EUA.

Os modelos internacionais colocam para o trimestre de janeiro/fevereiro/março chuva dentro da média histórica. Somente para o mês de janeiro a possibilidade de chuva na média, e um pouco abaixo da média. Os modelos nacionais apresentam algumas discrepâncias. Como consenso as chuvas para a região ficarão dentro da média histórica. Como segunda opção ocorre diferenças, onde existe a indicação tanto para cima como para baixo da média histórica. A média para região de Itajaí é de 223,4, 187,3 e 182,2 mm para o trimestre já citado. Vale ressaltar que como estamos com La Niña o que prevalece geralmente é a irregularidade, ou seja, períodos curtos de maior volume de chuva intercalando com períodos maiores de pouco volume. As chuvas para essa estação serão principalmente de processos convectivos, ou seja, em forma de pancadas por causa do calor. Evidentemente pela posição geográfica também teremos chuvas motivadas por passagens de frentes frias.

Lembrando que desde julho a precipitação para nossa região está abaixo da média histórica. Para esse mês de dezembro até hoje choveu apenas 43% do esperado. Isso contando que nessa madrugada choveu 42 mm.

Quanto a temperatura existe consenso tanto nos modelos internacionais como nacionais. O prognóstico é que ficarão próximo da média histórica. A média das temperaturas máximas para o trimestre citado é de 29,3, 29,7 e 28,8°C e das mínimas é de 21,0, 21,2 e 20,2°C respectivamente.

Finalizando o vento de nordeste predomina no mês de janeiro e o de sudoeste para os meses de fevereiro e março. Comum ocorrer também tempestades com relâmpagos e até granizo por causa do calor intenso. A máxima absoluta registrada no trimestre foi de 37,2°C.

Ótimo verão a todos!

A primavera de 2017.

A primavera astronômica começará nessa sexta-feira às 17horas e 2 minutos. Nesse dia teremos o “Equinócio de Primavera” no hemisfério sul, quando o dia e a noite tenham a mesma duração. A primavera climatológica começou com o mês de setembro. A primavera é sentida principalmente nas médias latitudes ou climas temperados. É uma estação de transição, ou seja, primeira parte mantém as características de inverno e a segunda metade características de verão. Na região sul também traz chuvas mais abundantes, já que o inverno é a estação menos chuvosa. As temperaturas também vão subindo gradativamente em direção ao verão.

Essa primavera estará sob o domínio da La Niña, mas de intensidade fraca e depois a neutralidade se manterá no mínimo até abril de 2018 (figura abaixo). Como característica geral a La Niña traz para a região sul menor precipitação, mais no sentido de irregularidade espacial e temporal, e temperaturas mais amenas. Já a neutralidade uma maior irregularidade na precipitação e temperatura.

Fonte: Modelo do Previsão – IRI ENSO – International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Quando falamos de clima futuro, nos reportamos ao consenso. Os modelos internacionais apontam precipitação na média ou abaixo da média para outubro. Para os meses de novembro e dezembro na média para o litoral e acima da média para o interior do estado. Os modelos nacionais colocam chuva na média para outubro. Para os meses de novembro e dezembro há uma pequena diferença entre a média e na média e abaixo da média.

Lembrando que estamos com estiagem desde julho. Nesse mês de setembro, até hoje, só choveu 3% da média para o mês, que é de 145 mm. Para os meses de outubro, novembro e dezembro a média de chuva é 157, 152 e 162 mm respectivamente.

Os modelos atuais colocam chuva a partir de domingo e para a próxima semana em torno de 50 mm. Mesmo com esses totais, o mês de setembro deverá terminar com precipitação abaixo da média, inferior a 50% do esperado. Para primeira semana de outubro o esperado será em torno de 15 mm, ainda pouco para recuperar a estiagem.

Tanto os modelos internacionais e nacionais colocam que as temperaturas para o trimestre de outubro, novembro e dezembro ficará próxima a média ou levemente superior. A média das temperaturas máxima e mínimas são: 24,4/16,6°C para outubro, 26,5/18,1°C para novembro e 28,3/19,7°C para dezembro.

Esse inverno vem apresentando temperaturas superiores para a estação. Essa condição deverá permanecer nessa primavera.

 

O inverno de 2017.

O inverno astronômico começará no dia 21 desse mês à 1h24min com o solstício de inverno, e nossa noite mais longa do ano. É nessa estação do ano, na zona temperada, onde está o estado, que recebemos menos energia do sol e por isso temos um maior resfriamento climático. Como características gerais o inverno é a estação onde temos a menor precipitação e também as menores temperaturas.

O inverno deste ano estará sob a influência da neutralidade (com viés de alta), portanto não teremos nem La Niña como El Niño (figura abaixo). Essa condição se manterá no mínimo até o mês de janeiro de 2018.

Fonte: International Research Institute for Climate and Society, Earth Institute, Columbia University, USA.

Os prognósticos para precipitação para o inverno, ou seja, o trimestre de julho, agosto e setembro é de chuvas entre a média e acima da média histórica conforme os institutos nacionais, na forma de consenso. Já os modelos internacionais não mantêm consenso. Uma parte coloca que teremos chuva abaixo da média para o mês de julho e na média para agosto e setembro, e outra parte coloca chuva na média e abaixo da média para o trimestre. O boletim climático para o Rio Grande do Sul (DISME/INMET, CPPMet/UFPEL) que também abrange Santa Catarina coloca chuva dentro da média para o mês de julho e acima para o mês de agosto. As médias históricas para Itajaí são de 120 mm para julho, 92 mm para agosto e 145 mm para setembro.

Os prognósticos para temperatura colocam quase por consenso, para os modelos nacionais e internacionais, temperatura na média e acima da média histórica (normal climatológica). Para entender melhor as temperaturas para essa estação utilizamos a média das temperaturas máximas e mínimas. Para o mês de julho são 21/12°C, para agosto 22/13°C e para setembro 22,4/14,4°C. A temperatura mínima absoluta registrada em Itajaí foi em agosto de 1991 com 0,5°C negativo. Assim entendemos que o frio mais intenso estará associado a ondas de frio, ou seja, alguns dias de frio, como foi na semana passada e está previsto para essa semana.

Lembrando que nessa estação se intensificam as frentes frias, bem como a passagem de ciclones extratropicais.

Outono de 2017.

O outono começa amanhã às 7 horas e 29 minutos com o equinócio de outono no hemisfério sul, onde o dia e a noite terão a mesma duração. Essa é uma estação de transição entre o verão e o inverno, e assim, em sua primeira metade está mais próxima do verão e na sua segunda metade mais próxima do inverno. Outras características são o aumento das passagens de frentes frias e de ciclone extratropicais, principalmente sobre o oceano.

Os modelos internacionais dessa semana colocam que estamos em neutralidade climatológica (nem El niño e La niña) com tendência de aquecimento. Essa condição se mantém no mínimo até junho. A partir de julho alguns apontam para um El niño fraco próximo da neutralidade (figura 1). Uma das características gerais da neutralidade é a inconstância, tanto de temperatura e precipitação. Apresenta uma grande variabilidade, por vezes um período maior sem chuva e de repente uma chuva concentrada.

Figura 1 – Probabilidade para ENSO em 2017. Fonte: IRI – International Research Institute for Climate and Society, Earth Institute, Columbia University, USA

A média histórica para o município de Itajaí das médias das temperaturas máximas e mínimas para os meses de abril, maio e junho são de 27°C, 24°C e 22°C (máximas) e 18°C, 15°C e 12°C (mínimas). Para precipitação os registros históricos indicam totais de chuva de 120, 110 e 105 mm para os mesmos meses.

Para esse outono o consenso dos modelos é que tenhamos chuva dentro da média e um pouco acima para os meses de maio e junho. Os modelos internacionais indicam para junho e os nacionais para maio. Quanto a temperatura deverá ficar na média e um pouco acima de média histórica. Modelos nacionais apontam o mês de abril dentro da média e levemente abaixo.