Primavera de 2025

A primavera astronômica começou nesta segunda-feira às 15h19 com o equinócio de primavera no hemisfério sul. Os modelos apontam para continuidade da La Niña até dezembro com 50% de chance (figura 1). Depois iremos para a neutralidade climatológica.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Não há consenso entre os institutos nacionais como o CPTEC e o INMET e alguns internacionais com o NCEP/NOAA e o IRI/Columbia. Os prognósticos destes institutos apresentam algumas diferenças para os internacionais, não muito discrepantes. Para precipitação, os modelos nacionais apresentam chance de 35 a 40% acima da média histórica e anomalias positivas na faixa de 10 mm para nossa região nos meses de outubro, novembro e dezembro. O mês de dezembro apresenta 35% de chance negativa ou positiva para chuva. O IRI/Columbia aponta chance de 45 a 50% de chuva abaixo da média para outubro, 40% abaixo para novembro e dentro da média para dezembro. Já o NCEP/NOAA coloca dentro da média histórica para o trimestre de outubro a dezembro. A média histórica da precipitação é de 139 mm em outubro, 158 mm em novembro e 169 mm em dezembro. Neste ano até o mês de agosto tivemos 4 meses com chuva acima da média e 4 meses abaixo. Junho o mês mais chuvoso com 61% acima da média e julho o menos chuvoso com 30% do esperado para o mês.

Para as temperaturas poucas diferenças. Os institutos internacionais apontam para probabilidade mínima de 40% de temperaturas iguais ou acima da média histórica. Os institutos nacionais colocam 35% de chance para temperaturas acima da média histórica com anomalias na faixa de 0,2 °C. A divergência ficaria para o mês de outubro com chance de temperatura igual ou inferior à média histórica com anomalia na faixa de 0,2 °C. A média histórica das máximas e mínimas que determina o comportamento esperado para estação no município de Itajaí é 24,6/16,9 °C para outubro, 26,6/18,3 °C para novembro e 28,6/20,0 °C para dezembro. Este ano foi mais fresco graças a La Niña. Até agosto tivemos 5 meses com temperaturas médias abaixo da série histórica e 3 meses acima. O mês de fevereiro foi o mais quente com 1,2 °C acima e os meses de junho e julho mais frios com 0,9 °C abaixo da média histórica. Com o La Niña perdendo força, talvez essa condição mude até o final do ano.

Lembrando que a primavera é uma estação de transição e assim sua primeira metade apresenta características do inverno como hoje que tivemos mínima de 8,4 °C em Camboriú e 10 °C em Itajaí e a segunda metade características do verão. É a estação de recuperação das chuvas com o aumento das condições de chuva provocada pelo calor e evaporação local, famosas pancadas de verão.

O vento predominante para esta estação é da direção nordeste. A nebulosidade média para o trimestre fica na faixa dos 72%.

Ótima estação das flores a todos!

Primavera de 2024

Por Sergey A. de Araújo

A primavera astronômica começou nesse domingo às 9 horas e 44 minutos com o equinócio da primavera em nosso hemisfério.

Para os próximos meses até janeiro de 2025 estaremos com La Niña, mas de forma fraca (figuras 1 e 2). A La Niña de forma geral traz para região sul menos chuva e menor temperatura. Contudo outros fatores interferem como a temperatura do oceano Atlântico para o litoral.

A primavera é uma estação de transição, onde em sua primeira parte mantém características do inverno, como agora em setembro, e na sua segunda metade características do verão com maiores temperaturas e pancadas de chuva.

Os modelos não apresentam consenso em relação a precipitação. Os modelos internacionais apontam para chuva na média histórica para o litoral e igual ou menor para o interior (40% de probabilidade) para outubro e novembro. Para dezembro igual ou acima da média para o litoral e igual a média no interior. As temperaturas sempre acima da média. Nos modelos nacionais, especialmente na nota técnica em conjunto do INMET/INPE (Instituto Nacional de Meteorologia/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) “a previsão indica condições favoráveis de chuva abaixo da média climatológica (média histórica) nos Estados do Paraná e Santa Catarina. Já para o Rio Grande do Sul, a previsão aponta para uma tendência de chuvas próximas e acima da média. As temperaturas previstas podem se manifestar com condições predominantemente acima da média climatológica, principalmente no oeste da região”. Contudo seus modelos de setembro apontam para anomalias positivas para o litoral e interior. Valores de até 50 mm acima da média. A média de chuva para nossa região em outubro é de 139 mm. Assim chegaríamos até 189 mm. Para novembro cairíamos numa faixa entre 10 mm positivos até 10 mm negativos para o litoral. Essa condição permaneceria para dezembro com viés para valores negativos. Para o interior até 50 mm menores de chuva para novembro. Em dezembro chuva acima da média no extremo oeste e parte do oeste. Para temperatura levemente abaixo da média para outubro e dezembro e acima para novembro. Dessa forma é necessário o acompanhamento diário. As médias de chuva para Itajaí é de 139, 158 e 156 mm para outubro, novembro e dezembro. A médias das temperaturas máximas e mínimas é de 24/17°C, 26/18°C e 28/20°C respectivamente.

O vento de nordeste será mais frequente nos meses de outubro, novembro e dezembro com velocidade média na casa dos 7 km/h. Para esse trimestre teremos uma cobertura média das nuvens de 70%, ou seja, mais nuvens do que sol. Chance de dias com alguma chuva para esses meses é 19 dias/mês.

Uma ótima primavera!

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – NOAA/CPC. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Prévia para nosso inverno de 2024

Por Sergey A. de Araújo

O inverno astronômico começará no dia 21 desse mês às 11 horas e 58 minutos com o solstício de inverno e nossa noite mais longa do ano. O inverno meteorológico já começou com esse mês. Estamos em neutralidade climatológico. A “La Niña” se consolidará a partir de julho (figura 1). Como característica geral a La Niña traz temperaturas mais baixas e menos chuva para nossa região.

Os modelos internacionais apontam com consenso para chuva abaixo da média histórica em boa parte do nosso estado, principalmente para o oeste e meio oeste com probabilidade acima de 50% para os meses de junho, julho e agosto. Para setembro ainda permanece as condições de chuva abaixo da média, mas com 40% de probabilidade. Para o litoral catarinense também temos indicativo de chuvas abaixo da média. Probabilidade de 40% para junho e setembro e 45% para julho e agosto. Já modelos nacionais apontam para chuvas acima da média nesse mês de junho junto ao litoral (anomalia entre 10 e 50 mm). Para os meses de julho e agosto chuva abaixo da média com anomalias negativas entre 10 e 50 mm. Vale ressaltar que o oceano Atlântico está mais quente e assim favorece chuvas locais. Isso já ocorreu outras vezes com estiagem mais prolongada no interior e chuva na média ou próximo disso no litoral. A neutralidade e La Niña também trazem irregularidade temporal e espacial da chuva, assim pode chover num lugar e noutro não. Vários dias sem chuva, e depois chove concentrado. É bom salientar que o inverno é a estação do ano com menores índices de precipitação. A média histórica para o trimestre de junho, julho e agosto é de 111, 108 e 91 mm.

Quanto as temperaturas os modelos apontam com consenso valores acima da média com probabilidade de 50%. Os modelos nacionais apontam para anomalias entre 0,4 e 1,0°C acima da média histórica para junho e julho. Em agosto anomalias entre0,2 e 0,4°C acima para nosso litoral. Os dados históricos da média das temperaturas máximas e mínimas para a Itajaí são de 22, 21 e 22°C para as máximas no trimestre (junho, julho e agosto). As mínimas são de 13, 12 e 13°C respectivamente. Mesmo os modelos apontando para temperaturas mais altas teremos frio, só que em períodos menores. Ao final da estação, essa sim, deverá ser mais quente. Lembrando que tivemos mínima absoluta em Camboriú de 2,6°C negativos na década de 40 (estação meteorológico no antigo Colégio Agrícola, hoje, IFC) e em Itajaí a mínima absoluta já registrada foi de 0,5 negativos na década de 90 (estação da EPAGRI/CIRAM no bairro Itaipava).

Outras características do inverno para nossa região é o aumento de passagem de sistemas frontais, ciclones extratropicais e nevoeiros.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

O outono astronômico começou hoje na madrugada

Por Sergey a. de Araújo

O outono astronômico começou nessa madrugada (00 horas e 6 minutos) com o equinócio de outono no hemisfério sul. O El Niño perdeu força e se encerra nesse mês (figura 1). Para abril e maio estaremos em neutralidade climatológica (figura 2 e 3). Junho começará a virada para o La Niña. Em julho início do inverno estaremos efetivamente com La Niña. Os modelos internacionais sem consenso apontam para chuva na médio ou acima da média (40% de chance) para o mês de abril no litoral norte. Para os meses de maio e junho chuva dentro da normalidade. Os modelos nacionais em seu último boletim técnico apontam para chuva acima da média histórica. Para efeito de comparação os dados históricos para Itajaí de chuva são: 122,3 mm para abril, 119,4 mm para maio e 111,2 mm para junho. Nesse ano em Itajaí tivemos chuva acima da média para janeiro e abaixo da média para fevereiro e até essa data de março conforme a estação meteorológica do INMET localizada no bairro Itaipava. Para esse trimestre a média histórica de dias de chuva é de 18 dias/mês.

Tanto os modelos internacionais e nacionais apontam para temperaturas acima da média histórica para os meses de abril, maio e junho. O comportamento médio esperado das temperaturas máximas e mínimas segundo os dados históricos para esses meses são: 27/18°C, 24/15°C e 22/13°C. Nesse ano o mês de janeiro apresentou temperatura abaixo da média histórica. Fevereiro acima da média e esse mês até ontem 0,8°C acima da média. Desde o último dia 9 as temperaturas máximas ficaram acima dos 30°C.

Lembrando que o outono é uma estação de transição. Em sua primeira parte, características de verão e na segunda do inverno.

Figura 1: Temperatura da superfície do mar (TSM) com média na região NINO34. Fonte: PSL/NOAA – Physical Sciences Laboratory – National Weather Service – EUA.

Figura 2: Previsão para anomalias no El Niño-Oscilação Sul (ENSO). Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Figura 3: Modelo de probabilidade de El Niño-Oscilação Sul – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Como será nosso janeiro de 2024

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

O fenômeno El Niño se manterá até abril de 2024. Em janeiro é previsto anomalias positivas de 1,8°C para temperatura da superfície do mar do Pacífico Equatorial indicando intensidade moderada (figura). O El Niño traz mais chuva e calor para região sul. Já tivemos chuva acima da média histórica para outubro e novembro. Os modelos atuais, sem consenso, apontam para precipitação na média e/ou acima da média para dezembro e janeiro. A probabilidade é de 40% para chuvas acima da média. A média histórica de precipitação para a região de Itajaí é de 225 mm e 18 dias de chuva em janeiro. Os modelos nacionais apontam para anomalias de até 50 mm acima da média e prognóstico de chuvas entre 260 e 300 mm. Lembrando que o verão é nossa estação mais chuvosa. O recorde de chuva para janeiro em Itajaí foi em 1999 com 500 mm. Para as temperaturas todos os modelos apontam para valores acima da média histórica. A probabilidade é de 70% para acima da média histórica. Como comportamento médio diário utilizamos a média das temperaturas máximas e mínimas. Para janeiro o comportamento da temperatura máxima esperado é de 29,7°C e para mínima é de 21,0°C. A temperatura média para janeiro é de 25,4°C. Os modelos apontam para anomalias maiores que 1°C. Contudo desde maio temos anomalias positivas acima de 1,5°C e essa tendência continuará. Só o mês de outubro ficou na média por causa de muitos dias com chuva e céu encoberto. O recorde da temperatura máxima em Itajaí foi de 38,9°C em 2019. Ótimo janeiro a todos.

Primavera de 2023

A primavera astronômica (equinócio) iniciou nessa sexta-feira às 3 horas e 50 minutos. É uma estação de transição, e assim, na sua primeira parte mantém algumas características do inverno, e na segunda do verão. Lembrando que é uma estação de recuperação das chuvas, mesmo no Sul, onde temos uma boa distribuição anual. Pelos modelos atuais a primavera estará sob a influência do fenômeno El Niño (figura 1) que tem como característica geral para a região sul, maior precipitação e calor.  Os modelos climáticos apontam para chuvas acima de média histórica para o mês de outubro, na média no litoral, e acima da média no interior de Santa Catarina para novembro. Em dezembro na média para o litoral, e alguma divergência quanto ao interior do estado, na média e/ou acima da média. A média histórica da precipitação em Itajaí para o trimestre é 152/151/170 mm. Quanto as temperaturas os modelos não apresentam divergências, indicando temperaturas acima da média histórica para o trimestre. A média das máximas e mínimas é 25/27/28°C e 17/18/20°C para os três meses. Em função das altas temperaturas, torna-se característico   pancadas de chuva com trovoadas aos finais de tarde e noite.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Inverno de 2023

Amanhã, quarta-feira, às 11 horas e 58 minutos começará nosso inverno astronômico, com o solstício de inverno. Nesse dia receberemos menos insolação. Será o nosso dia mais curto com 10 horas 23 minutos e 38 segundos e nossa noite mais longa. O inverno climatológico começou com o mês de junho. Nesse inverno estaremos sob a influência do El Nino (figuras 1 e 2) por consenso. Alguns institutos apontam para um evento fraco outros entre fraco a moderado, longe dos maiores eventos já ocorridos (figura 3). O El Nino atuará no mínimo até fevereiro de 2024.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Figura 2: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Figura 3: Anomalias de TSM (temperatura da superfície do mar) com média na região NINO34 5°Norte-5°Sul;170-120°Oeste. Fonte: PSL/NOAA – Physical Sciences Laboratory – National Weather Service – EUA.

A princípio existe consenso em relação as temperaturas que deverão ficar na média com maior probabilidade para acima da média (45 a 50% de chance). Já com as chuvas ocorrem algumas divergências para o trimestre de julho, agosto e setembro. Alguns modelos internacionais apontam para chuva na média/abaixo da média para julho, na média para agosto e acima da média para setembro. Outros apontam para chuvas na média ou acima da média para os três meses.

A média das temperaturas máximas e mínimas nos dão um melhor entendimento do que esperar diariamente nesse trimestre. As médias das temperaturas máximas são de 21,5°C para julho, 22,4°C para agosto e 22,9°C para setembro. Já as mínimas são de 12,0°C em julho, 12,9°C em agosto e 14,7°C em setembro. Assim é esperado madrugadas com temperaturas entre 12 e 15°C e tardes entre 21 e 23°C. Sempre é bom salientar que já registramos muito calor nesse período com absolutas de 31,2/36,0/37,0°C nos respectivos meses. Igualmente muito frio com 0,2/0,5 negativo/2,4°C respectivamente.

O inverno é a estação menos chuvosa para nossa região. A média histórica é de 109 mm em julho, 91 mm em agosto e 141 mm em setembro. As chuvas estão mais ligadas a passagens de frentes frias, contudo, nosso oceano está com águas mais quentes que favorecem chuvas convectivas (pancadas de verão) nos dias mais quentes.

Para terminar no inverno temos intensificação de sistemas frontais, ciclones extratropicais, marés meteorológicas e nevoeiros.

Inverno de 2022

Amanhã às 6 horas e 14 minutos começará o inverno astronômico com o solstício de inverno de 2022. O dia será mais curto e a noite mais longa. Essa é uma característica dessa estação, e assim será nos próximos dias, com amanhecer tardio e anoitecer mais cedo. Esse inverno estará sob a influência da La Niña com intensidade fraca. A La Niña atua desde julho de 2021 (figura 1), e se manterá no mínimo até novembro (figura 2). A La Niña tem como características gerais para a região sul temperaturas mais amenas, ou seja, o inverno mais frio, um verão mais fresco. Também influencia o regime de chuvas, trazendo irregularidade na precipitação, tanto no espaço, como no tempo. Assim pode chover bem numa região, e noutra não. Estiagem, e logo após, chuvas concentradas. Lembrando que a intensidade está fraca, e assim atenua essas características, como também outros fatores regionais e locais que influenciam.

Figura 1: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Não há um consenso entre os modelos internacionais e nacionais, mas algumas proximidades nos prognósticos. Quanto a precipitação para o trimestre de julho, agosto e setembro indicam chuva abaixo da média histórica. Alguns modelos colocam 50% de chance de chuva abaixo da média para julho, 40% para agosto e setembro. No interior do estado a chance aumenta para 50% em setembro. Quanto a anomalia negativa chance de 50 mm de chuva no litoral e 100 mm no interior. Importante lembrar que o inverno é a estação menos chuvosa na região sul, mas geralmente com histórico de chuvas bem distribuídas. A média histórica de chuva para julho é de 111 mm, de 90 mm para agosto e de 142 mm para setembro. Não se descarta a possibilidade de chuvas pontuais intensas no decorrer da estação.

Quanto a temperatura os modelos apresentam maiores discrepâncias. O modelo nacional do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) indica temperaturas na média/abaixo da média para julho e agosto, e na média/acima da média para setembro. O modelo internacional da Universidade da Columbia (EUA) coloca temperaturas na média para julho e setembro, e acima da média para agosto. O modelo americano do NCEP/NOAA (Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service) coloca temperaturas na média histórica, e alguma anomalia leve acima da média histórica. Utilizamos a média das temperaturas máximas e mínimas como melhor padrão para equalizar as temperaturas diárias. Para o mês de julho temperaturas de 21/12°C, 22/13°C para agosto e 23/14°C para setembro. A média histórica de dias com chuva para o trimestre é 11/10/13 dias respectivamente. É provável ondas de frio mais intensas durante o trimestre.

O vento predominante para o trimestre é de sudoeste em julho, e nordeste para agosto e setembro. A média da umidade relativa do ar histórica é de 85% para o trimestre.

Outras características do nosso inverno são os nevoeiros nas madrugas e amanhecer, bem como, mais isoladamente, os nevoeiros marítimos. Temos a maior passagem de sistemas frontais frios. Ocorrência de ciclones mais ou menos intensos, que dependendo da posição, trazem ventos mais intensos sobre o estado. Quando no oceano facilitam a ocorrência da maré meteorológica sobre o litoral e seus efeitos – ressaca e alagamentos dos baixios.

Ótimo inverno à todos nessa estação charmosa.