A necessidade de monitoramento a montante

O tempo permanecerá instável. Como colocamos, dependendo do modelo, previsão de chuva igual ou superior a 80 mm. Isso por si só não traria uma grande enchente, mas alagamentos e “inundações” naqueles locais mais suscetíveis. Nesse momento o rio Itajaí-Açu, tanto em Blumenau, como aqui, baixou. Os demais rios daqui, onde a defesa civil monitora, também baixaram. O problema é a montante daqui, nas cabeceiras, estão previstas chuvas em maior volume. Na quarta-feira a precipitação na região de Mirim Doce foi de 159 mm e em Taió de 113 mm, isso para o Itajaí-Açu. O reflexo vimos em Blumenau com 8,7 m, e aqui com 6 metros (registros do Laboratório de Oceanografia Física/Univali). Nos locais monitorados pelas estações fluviométricas da Defesa Civil, três estavam em estado de emergência para enchente, dois no Itajaí-Mirim e um na Murta. Para o Itajaí-Mirim na quarta-feira nos municípios de Vidal Ramos e Pres. Nereu a precipitação ficou em 55 mm. Para esse fim de semana a previsão varia entre 100 e 130 mm ou superior para o trecho de Mirim Doce a Blumenau. Para o trecho de Vidal Ramos a Brusque entre 97 e 135 mm. Lembrando que na enchente de 2008 tivemos totais de 725 mm e 315 mm para 2011, aqui em Itajaí. Nessa equação toda, lembramos que a bacia hidrográfica do rio Itajaí-Açu drena uma área de 15.500 km e seu exutório é aqui, cidades de Itajaí/Navegantes. Assim é plausível termos enchente. Contudo é necessário acompanhar as chuvas, principalmente a montante. Com o volume aguardado para cá, não seria suficiente para uma grande enchente, o problema é para cima, das nascentes até aqui.

Mapa de localização da Bacia do Rio Itajaí