Inverno 2020.

O inverno astronômico começará no próximo sábado às 18 horas e 44 minutos, pois o inverno climatológico começou no início de junho. O solstício de inverno, para nosso hemisfério, terá a noite mais longa do ano. O inverno para a região sul, e nossa região, é caracterizado pelas mais baixas temperaturas e menor precipitação do ano. Esse inverno estará sob a influência da neutralidade climatológica e da La Niña fraca. Condição que se manterá no mínimo até dezembro desse ano (figuras 1 e 2).

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO.  Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.
Figura 2: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Os modelos climatológicos nacionais e internacionais não indicam consenso para a precipitação, mas apontam para a mesma direção na temperatura.

Para os modelos nacionais teremos chuva na média e acima da média histórica para o litoral, com anomalias de até 50 mm. Para o interior do estado na média, e abaixo da média para a região oeste. Os modelos internacionais apontam algumas diferenças. Para os meses de julho e setembro chuvas dentro da normalidade. Para o mês de agosto dentro da normalidade e acima da normalidade. Os registros históricos para a região de Itajaí indicam volumes de 113, 89 e 143 mm para o trimestre de julho, agosto e setembro respectivamente. Cabe aqui ponderar que nesses seis meses do ano tivemos 4 meses (janeiro, março, abril e maio) com chuvas abaixo da média histórica nos levando a uma crise hídrica, e dois meses acima da média histórica (fevereiro e junho). Nesse mês de junho as chuvas, até a presente data, atingiram 42% acima da média histórica, com boa distribuição temporal, minimizando a estiagem.

Quanto a temperatura é sempre bom usar a média das mínimas e máximas, pois são mais próximas do que acontece no dia a dia. As médias para os meses de julho são de 12/21°C, agosto de 13/22°C e setembro de 14/23°C. Os modelos, em geral, indicam temperaturas na média ou acima da média histórica. Esse ano as médias das mínimas estiveram abaixo da série histórica todos os meses, com exceção de junho. Já para as máximas fevereiro, março e abril também abaixo, e levemente acima para janeiro, maio e junho. Isso se deve a influência da neutralidade climatológica.

Vale ressaltar o predomínio do vento sudoeste para junho e julho, e de nordeste para agosto e setembro. A umidade relativa do ar continuará acima dos 80% em média.

Como curiosidade de temperaturas extremas (mínimas e máximas absolutas). Frio intenso com 0,2°C em julho de 1982, 0,5°C negativo em agosto de 1991 e 3,4°C em setembro de 1981. Também tivemos calor sufocante com 31,2°C em julho de 2006, 36°C em agosto de 1993 e 37°C em 2006.

Finalizando, temos maior passagens de frentes frias pela região, entradas de massa de ar polar e ondas de frio. Aumento também de ciclones extratropicais que trazem ressaca em nossas praias e de nevoeiros.

Bom inverno a todos. Para alguns estação detestável, para outros, a mais charmosa do ano.

Autor: labclima

Climatologia Meteorologia

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