Primavera de 2025

A primavera astronômica começou nesta segunda-feira às 15h19 com o equinócio de primavera no hemisfério sul. Os modelos apontam para continuidade da La Niña até dezembro com 50% de chance (figura 1). Depois iremos para a neutralidade climatológica.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Não há consenso entre os institutos nacionais como o CPTEC e o INMET e alguns internacionais com o NCEP/NOAA e o IRI/Columbia. Os prognósticos destes institutos apresentam algumas diferenças para os internacionais, não muito discrepantes. Para precipitação, os modelos nacionais apresentam chance de 35 a 40% acima da média histórica e anomalias positivas na faixa de 10 mm para nossa região nos meses de outubro, novembro e dezembro. O mês de dezembro apresenta 35% de chance negativa ou positiva para chuva. O IRI/Columbia aponta chance de 45 a 50% de chuva abaixo da média para outubro, 40% abaixo para novembro e dentro da média para dezembro. Já o NCEP/NOAA coloca dentro da média histórica para o trimestre de outubro a dezembro. A média histórica da precipitação é de 139 mm em outubro, 158 mm em novembro e 169 mm em dezembro. Neste ano até o mês de agosto tivemos 4 meses com chuva acima da média e 4 meses abaixo. Junho o mês mais chuvoso com 61% acima da média e julho o menos chuvoso com 30% do esperado para o mês.

Para as temperaturas poucas diferenças. Os institutos internacionais apontam para probabilidade mínima de 40% de temperaturas iguais ou acima da média histórica. Os institutos nacionais colocam 35% de chance para temperaturas acima da média histórica com anomalias na faixa de 0,2 °C. A divergência ficaria para o mês de outubro com chance de temperatura igual ou inferior à média histórica com anomalia na faixa de 0,2 °C. A média histórica das máximas e mínimas que determina o comportamento esperado para estação no município de Itajaí é 24,6/16,9 °C para outubro, 26,6/18,3 °C para novembro e 28,6/20,0 °C para dezembro. Este ano foi mais fresco graças a La Niña. Até agosto tivemos 5 meses com temperaturas médias abaixo da série histórica e 3 meses acima. O mês de fevereiro foi o mais quente com 1,2 °C acima e os meses de junho e julho mais frios com 0,9 °C abaixo da média histórica. Com o La Niña perdendo força, talvez essa condição mude até o final do ano.

Lembrando que a primavera é uma estação de transição e assim sua primeira metade apresenta características do inverno como hoje que tivemos mínima de 8,4 °C em Camboriú e 10 °C em Itajaí e a segunda metade características do verão. É a estação de recuperação das chuvas com o aumento das condições de chuva provocada pelo calor e evaporação local, famosas pancadas de verão.

O vento predominante para esta estação é da direção nordeste. A nebulosidade média para o trimestre fica na faixa dos 72%.

Ótima estação das flores a todos!

Nosso outono de 2025

Por Sergey A. de Araújo

Nesta quinta-feira ensolarada às 6:01h começou nosso outono astronômico (equinócio – dia e noite com mesma duração). Lembrando sempre que o outono é uma estação de transição, ou seja, sua primeira parte tem características do verão e a outra do inverno. Este outono estará sobre a influência da neutralidade climatológica com viés de baixa (próximo da La Niña). Os modelos internacionais apontam esta condição até setembro. Para outubro e novembro a probabilidade para neutralidade e La Niña estarão muito próximas (figura 1). Os modelos internacionais e nacionais indicam um prognóstico muito próximo para precipitação e temperatura. 

Quanto a precipitação teremos duas situações. A primeira, para o trimestre de abril, maio e junho, chuvas na média para abril e junho, e abaixo da média para maio. Os modelos nacionais apontam para chuva na média ou abaixo da média para o trimestre. Anomalias mensais de 10 mm abaixo da média histórica. A média histórica para abril é 125 mm, 122 mm para maio e 110 mm em junho. Esta redução de precipitação em direção ao inverno é uma característica da região sul. Neste ano de 2025 tivemos chuva acima da média no mês de janeiro, mas fevereiro e março com chuva abaixo da média histórica.

Quanto à temperatura, os modelos não apresentam consenso. Os internacionais apontam para temperaturas na média ou acima da média histórica. O INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) aponta para probabilidade acima da média histórica para abril e abaixo em maio e junho no litoral. Contudo apresenta anomalias 0,2 acima ou abaixo das médias. A média das temperaturas máximas e mínimas revelam o que esperar para o trimestre. Para os meses de abril, maio e junho média das máximas de 26,9°C, 24,1°C e 22,1°C respectivamente. Já para as mínimas os dados são de 18,0°C para abril, 14,8°C para maio e 12,8°C para junho. Neste ano de 2025 tivemos temperatura média abaixo da histórica para o mês de janeiro (0,3°C), calor em fevereiro (1,2°C acima) e 0,6°C acima neste mês de março.

Finalizando no outono temos aumento das geadas, sistemas frontais e nevoeiros. Ótima estação a todos.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Primavera de 2024

Por Sergey A. de Araújo

A primavera astronômica começou nesse domingo às 9 horas e 44 minutos com o equinócio da primavera em nosso hemisfério.

Para os próximos meses até janeiro de 2025 estaremos com La Niña, mas de forma fraca (figuras 1 e 2). A La Niña de forma geral traz para região sul menos chuva e menor temperatura. Contudo outros fatores interferem como a temperatura do oceano Atlântico para o litoral.

A primavera é uma estação de transição, onde em sua primeira parte mantém características do inverno, como agora em setembro, e na sua segunda metade características do verão com maiores temperaturas e pancadas de chuva.

Os modelos não apresentam consenso em relação a precipitação. Os modelos internacionais apontam para chuva na média histórica para o litoral e igual ou menor para o interior (40% de probabilidade) para outubro e novembro. Para dezembro igual ou acima da média para o litoral e igual a média no interior. As temperaturas sempre acima da média. Nos modelos nacionais, especialmente na nota técnica em conjunto do INMET/INPE (Instituto Nacional de Meteorologia/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) “a previsão indica condições favoráveis de chuva abaixo da média climatológica (média histórica) nos Estados do Paraná e Santa Catarina. Já para o Rio Grande do Sul, a previsão aponta para uma tendência de chuvas próximas e acima da média. As temperaturas previstas podem se manifestar com condições predominantemente acima da média climatológica, principalmente no oeste da região”. Contudo seus modelos de setembro apontam para anomalias positivas para o litoral e interior. Valores de até 50 mm acima da média. A média de chuva para nossa região em outubro é de 139 mm. Assim chegaríamos até 189 mm. Para novembro cairíamos numa faixa entre 10 mm positivos até 10 mm negativos para o litoral. Essa condição permaneceria para dezembro com viés para valores negativos. Para o interior até 50 mm menores de chuva para novembro. Em dezembro chuva acima da média no extremo oeste e parte do oeste. Para temperatura levemente abaixo da média para outubro e dezembro e acima para novembro. Dessa forma é necessário o acompanhamento diário. As médias de chuva para Itajaí é de 139, 158 e 156 mm para outubro, novembro e dezembro. A médias das temperaturas máximas e mínimas é de 24/17°C, 26/18°C e 28/20°C respectivamente.

O vento de nordeste será mais frequente nos meses de outubro, novembro e dezembro com velocidade média na casa dos 7 km/h. Para esse trimestre teremos uma cobertura média das nuvens de 70%, ou seja, mais nuvens do que sol. Chance de dias com alguma chuva para esses meses é 19 dias/mês.

Uma ótima primavera!

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – NOAA/CPC. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Prévia para nosso inverno de 2024

Por Sergey A. de Araújo

O inverno astronômico começará no dia 21 desse mês às 11 horas e 58 minutos com o solstício de inverno e nossa noite mais longa do ano. O inverno meteorológico já começou com esse mês. Estamos em neutralidade climatológico. A “La Niña” se consolidará a partir de julho (figura 1). Como característica geral a La Niña traz temperaturas mais baixas e menos chuva para nossa região.

Os modelos internacionais apontam com consenso para chuva abaixo da média histórica em boa parte do nosso estado, principalmente para o oeste e meio oeste com probabilidade acima de 50% para os meses de junho, julho e agosto. Para setembro ainda permanece as condições de chuva abaixo da média, mas com 40% de probabilidade. Para o litoral catarinense também temos indicativo de chuvas abaixo da média. Probabilidade de 40% para junho e setembro e 45% para julho e agosto. Já modelos nacionais apontam para chuvas acima da média nesse mês de junho junto ao litoral (anomalia entre 10 e 50 mm). Para os meses de julho e agosto chuva abaixo da média com anomalias negativas entre 10 e 50 mm. Vale ressaltar que o oceano Atlântico está mais quente e assim favorece chuvas locais. Isso já ocorreu outras vezes com estiagem mais prolongada no interior e chuva na média ou próximo disso no litoral. A neutralidade e La Niña também trazem irregularidade temporal e espacial da chuva, assim pode chover num lugar e noutro não. Vários dias sem chuva, e depois chove concentrado. É bom salientar que o inverno é a estação do ano com menores índices de precipitação. A média histórica para o trimestre de junho, julho e agosto é de 111, 108 e 91 mm.

Quanto as temperaturas os modelos apontam com consenso valores acima da média com probabilidade de 50%. Os modelos nacionais apontam para anomalias entre 0,4 e 1,0°C acima da média histórica para junho e julho. Em agosto anomalias entre0,2 e 0,4°C acima para nosso litoral. Os dados históricos da média das temperaturas máximas e mínimas para a Itajaí são de 22, 21 e 22°C para as máximas no trimestre (junho, julho e agosto). As mínimas são de 13, 12 e 13°C respectivamente. Mesmo os modelos apontando para temperaturas mais altas teremos frio, só que em períodos menores. Ao final da estação, essa sim, deverá ser mais quente. Lembrando que tivemos mínima absoluta em Camboriú de 2,6°C negativos na década de 40 (estação meteorológico no antigo Colégio Agrícola, hoje, IFC) e em Itajaí a mínima absoluta já registrada foi de 0,5 negativos na década de 90 (estação da EPAGRI/CIRAM no bairro Itaipava).

Outras características do inverno para nossa região é o aumento de passagem de sistemas frontais, ciclones extratropicais e nevoeiros.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

O outono astronômico começou hoje na madrugada

Por Sergey a. de Araújo

O outono astronômico começou nessa madrugada (00 horas e 6 minutos) com o equinócio de outono no hemisfério sul. O El Niño perdeu força e se encerra nesse mês (figura 1). Para abril e maio estaremos em neutralidade climatológica (figura 2 e 3). Junho começará a virada para o La Niña. Em julho início do inverno estaremos efetivamente com La Niña. Os modelos internacionais sem consenso apontam para chuva na médio ou acima da média (40% de chance) para o mês de abril no litoral norte. Para os meses de maio e junho chuva dentro da normalidade. Os modelos nacionais em seu último boletim técnico apontam para chuva acima da média histórica. Para efeito de comparação os dados históricos para Itajaí de chuva são: 122,3 mm para abril, 119,4 mm para maio e 111,2 mm para junho. Nesse ano em Itajaí tivemos chuva acima da média para janeiro e abaixo da média para fevereiro e até essa data de março conforme a estação meteorológica do INMET localizada no bairro Itaipava. Para esse trimestre a média histórica de dias de chuva é de 18 dias/mês.

Tanto os modelos internacionais e nacionais apontam para temperaturas acima da média histórica para os meses de abril, maio e junho. O comportamento médio esperado das temperaturas máximas e mínimas segundo os dados históricos para esses meses são: 27/18°C, 24/15°C e 22/13°C. Nesse ano o mês de janeiro apresentou temperatura abaixo da média histórica. Fevereiro acima da média e esse mês até ontem 0,8°C acima da média. Desde o último dia 9 as temperaturas máximas ficaram acima dos 30°C.

Lembrando que o outono é uma estação de transição. Em sua primeira parte, características de verão e na segunda do inverno.

Figura 1: Temperatura da superfície do mar (TSM) com média na região NINO34. Fonte: PSL/NOAA – Physical Sciences Laboratory – National Weather Service – EUA.

Figura 2: Previsão para anomalias no El Niño-Oscilação Sul (ENSO). Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Figura 3: Modelo de probabilidade de El Niño-Oscilação Sul – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Mudança de tempo e estação no decorrer da semana

A semana começa com circulação marítima. Na terça-feira uma nova frente fria se deslocará em direção ao estado, passando por aqui na quarta-feira. Depois, circulação marítima associada a áreas de instabilidade. Dessa forma as condições de bons períodos de sol se manterão até terça-feira. Para o resto da semana presença constante das nuvens com chuva diária e trovoada isolada. Observe a imagem de satélite (figura 1) dessa noite pouca nebulosidade em Santa Catarina e a frente fria se intensificando sobre o Uruguai (colorido).

Nessa segunda-feira, mais precisamente, às 12 horas e 33 minutos começará nosso outono astronômico, equinócio de outono. A princípio o equinócio se refere a duração iguais entre dia e noite. No caso de Itajaí, pela sua posição, esse dia será no sábado, dia 25, com nascer do sol às 6 horas e 20 minutos e pôr do sol às 18 horas e 20 minutos, ou seja, 12 horas para dia e noite. A La Niña que vinha atuando a bastante tempo, termina. A partir de maio o El Niño chegará, mas de forma fraca até o fim do ano, ou seja, inverno e primavera será influenciado por ele, o outono ainda não (figura 2).

Imagem do satélite GOES 16/NOAA/EUA – Canal True-Color + IR 10,35 µm – dia – 19/03/2023 – Hora local: 19:30 – Sul do Brasil. Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)/Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC)/Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais (DAS) modificado por LabClima/UNIVALI. Clique para ampliar.

Figura 2: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Segunda e terça-feira terão bons períodos de sol como no fim de semana. Condições de chuva com trovoada a partir do final da tarde de terça-feira. Para o período de quarta-feira até o domingo a nebulosidade estará sempre presente com maiores ou menores períodos de sol. Condições de chuva diária com trovoada isolada. A princípio quarta, quinta e sexta-feira com volume igual ou acima de 10 mm/dia. Nos demais dias volumes menores.

A semana começa com calor com máximas entre 32/34°C para segunda e terça. Para quarta, quinta e sexta-feira mínimas entre 19/20°C e máximas entre 27/30°C. No fim de semana temperaturas entre 20/31°C.

Na semana maior frequência de vento das direções de noroeste/nordeste e, depois, de sudoeste/sudeste. A intensidade ficará entre calmaria e brisa leve. Rajadas médias inferiores a 30 km/h com exceção de sábado acima de 40 km/h.

Em nossas praias ondas variando entre as direções de leste e sudeste dependendo do pico. O tamanho médio na maioria dos dias ficará entre liso e meio metro.

Sem agitação marinha na costa e próximo da costa com ondas entre 1 e 2 metros.

Nosso outono de 2023

Nesse mês de março a La Niña chega ao seu final. Teremos um período de neutralidade, e a partir de maio um El Niño fraco até o fim do ano (figura 2).

Os modelos apontam para um outono com chuvas dentro da normalidade. A média histórica para a cidade de Itajaí é de 121 mm para abril, 120 mm para maio e 112 mm em junho.

O outono é uma estação de transição. Assim em sua primeira metade permanece as características do verão, depois a do inverno.

Os modelos climáticos indicam temperaturas na média/acima da média. Usamos a média das máximas e mínimas que fica próximo do nosso dia a dia. A média das máximas para o trimestre de abril/maio/junho são 27,0/24,1/22,1°C. Para as mínimas são de 18,0/14,7/12,7°C. Perceba que historicamente abril fica mais fresco, com manhãs na casa dos 18°C e tardes na casa dos 27°C.

Lembrando que com a chegada do outono, aumenta as entradas de frentes frias. Assim condições de eventos pontuais de mais frio e chance de marés meteorológicas que trazem ressaca ao nosso litoral.

Primavera de 2022

A primavera astronômica começará nesta quinta-feira às 22 horas e 4 minutos com o equinócio da primavera no hemisfério sul. A estação nesse ano estará sob a influência da La Niña com intensidade fraca (figuras 1 e 2). Os modelos indicam para outubro e novembro temperaturas negativas no Oceano Pacífico de 1,1°C e 0,9°C para dezembro. Lembrando que La Niña é um fenômeno oceano-atmosférico de resfriamento anormal das águas tropicais do Oceano Pacífico. O padrão é a partir de 0,5°C negativos. A partir de fevereiro de 2023 teremos neutralidade climatológica (entre 0,5°C negativo e positivo). Como característica geral para a região sul a La Niña traz irregularidade para precipitação, tanto espaço como temporalmente, ou seja, vários dias sem chuva e depois chove intensamente num período curto. Estiagem ou seca numa região e noutra não. Cabe ressaltar que junto ao litoral essas condições são amenizadas pela evaporação do oceano, circulação marítima, que trazem chuva convectiva local. Para a temperatura o efeito é de valores abaixo da média histórica. Teremos dias com muito calor, outros nem tanto, mas ao final da estação, será um pouco mais fria que o esperado.

Figura 1: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.
Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Não existe consenso entre os modelos internacionais, e nem mesmo, para os nacionais. O INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) indica totais de chuva para o trimestre de outubro, novembro e dezembro de 500 mm para o litoral central e norte, que estaria próximo da normalidade para nossa região. Se considerarmos os valores de anomalia mensal esse modelo indica 35% de probabilidade de chuva na média/abaixo da média para outubro, 60% para novembro e 45% para dezembro. O modelo NCEP/NOAA (Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service) indica precipitação dentro da normalidade. O modelo IRI/Columbia (International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University) indica probabilidade de 40% de chuva na média/abaixo da média histórica para outubro e novembro e dentro da média para dezembro. Esse ano já começou com La Niña. Tivemos chuva abaixo da média nos meses de janeiro, fevereiro, abril e julho. Na normalidade em março e junho. Acima da média os meses de maio e agosto. O mês de setembro, até hoje, choveu 81% do esperado. A média histórica de Itajaí para o trimestre é de 152 mm para outubro, 151 mm para novembro e 162 mm para dezembro. Observando a maioria dos modelos ficaremos próximo disso.

Quanto as temperaturas os modelos nacionais apontam para probabilidade de 40% na média/abaixo da média para outubro, dentro da média para novembro e 60% na média/abaixo da média para dezembro. Anomalias médias de 0,2°C negativos para esse trimestre. O modelo do NCEP/NOAA coloca temperaturas na média histórica. Já o modelo IRI/Columbia indica probabilidade entre 40/45°C na média/abaixo da média para outubro e novembro, e na média para dezembro. O valor mensal da média das máximas e mínimas de Itajaí, mais próximo do que acontece diariamente, são de 24,6/16,9°C para outubro, 26,6/18,4°C para novembro e 28,6/20,0°C para dezembro.

Outros dados para essa primavera. A média da umidade relativa do ar para esse trimestre em Itajaí fica entre 80 e 82%. Pelos dados históricos o vento de nordeste predomina nesse período.

Finalizando é sempre bom lembrar que essa é uma estação de transição. Assim na sua primeira parte tem características de inverno com temperaturas mais amenas e na segunda do verão, com calor presente.

Inverno de 2022

Amanhã às 6 horas e 14 minutos começará o inverno astronômico com o solstício de inverno de 2022. O dia será mais curto e a noite mais longa. Essa é uma característica dessa estação, e assim será nos próximos dias, com amanhecer tardio e anoitecer mais cedo. Esse inverno estará sob a influência da La Niña com intensidade fraca. A La Niña atua desde julho de 2021 (figura 1), e se manterá no mínimo até novembro (figura 2). A La Niña tem como características gerais para a região sul temperaturas mais amenas, ou seja, o inverno mais frio, um verão mais fresco. Também influencia o regime de chuvas, trazendo irregularidade na precipitação, tanto no espaço, como no tempo. Assim pode chover bem numa região, e noutra não. Estiagem, e logo após, chuvas concentradas. Lembrando que a intensidade está fraca, e assim atenua essas características, como também outros fatores regionais e locais que influenciam.

Figura 1: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Não há um consenso entre os modelos internacionais e nacionais, mas algumas proximidades nos prognósticos. Quanto a precipitação para o trimestre de julho, agosto e setembro indicam chuva abaixo da média histórica. Alguns modelos colocam 50% de chance de chuva abaixo da média para julho, 40% para agosto e setembro. No interior do estado a chance aumenta para 50% em setembro. Quanto a anomalia negativa chance de 50 mm de chuva no litoral e 100 mm no interior. Importante lembrar que o inverno é a estação menos chuvosa na região sul, mas geralmente com histórico de chuvas bem distribuídas. A média histórica de chuva para julho é de 111 mm, de 90 mm para agosto e de 142 mm para setembro. Não se descarta a possibilidade de chuvas pontuais intensas no decorrer da estação.

Quanto a temperatura os modelos apresentam maiores discrepâncias. O modelo nacional do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) indica temperaturas na média/abaixo da média para julho e agosto, e na média/acima da média para setembro. O modelo internacional da Universidade da Columbia (EUA) coloca temperaturas na média para julho e setembro, e acima da média para agosto. O modelo americano do NCEP/NOAA (Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service) coloca temperaturas na média histórica, e alguma anomalia leve acima da média histórica. Utilizamos a média das temperaturas máximas e mínimas como melhor padrão para equalizar as temperaturas diárias. Para o mês de julho temperaturas de 21/12°C, 22/13°C para agosto e 23/14°C para setembro. A média histórica de dias com chuva para o trimestre é 11/10/13 dias respectivamente. É provável ondas de frio mais intensas durante o trimestre.

O vento predominante para o trimestre é de sudoeste em julho, e nordeste para agosto e setembro. A média da umidade relativa do ar histórica é de 85% para o trimestre.

Outras características do nosso inverno são os nevoeiros nas madrugas e amanhecer, bem como, mais isoladamente, os nevoeiros marítimos. Temos a maior passagem de sistemas frontais frios. Ocorrência de ciclones mais ou menos intensos, que dependendo da posição, trazem ventos mais intensos sobre o estado. Quando no oceano facilitam a ocorrência da maré meteorológica sobre o litoral e seus efeitos – ressaca e alagamentos dos baixios.

Ótimo inverno à todos nessa estação charmosa.

Final de semana com nebulosidade variável e chuva isolada.

Ontem passou uma frente fria pela região. Trouxe chuva para o extremo oeste catarinense, e muita calor para o litoral, e deixou alguma nebulosidade junto ao litoral central e norte. Uma massa de ar polar se desloca entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul em direção ao oceano. No sábado a tarde ela já estará sobre o oceano facilitando a circulação marítima, e sua maior variação na nebulosidade. Observe a imagem de satélite desse início de manhã nuvens no litoral centro-norte de Santa Catarina.

Imagem do satélite GOES 16/NOAA/EUA – Canal do Visível – dia 20/03/2020 – Hora local: 07:20 – Sul do Brasil. Fonte: RAMSDIS Online – Central and South America and the Caribbean, Cooperative Institute for Research in the Atmospere, Colorado State University, EUA, modificado por LabClima/UNIVALI.

Para essa sexta-feira, sábado e domingo o sol aparecerá acompanhado das nuvens. Alguns momentos de maior presença delas, e nesses períodos, chance de chuva fraca isolada. Para sábado maiores períodos de sol e menor chance de chuva. A próxima semana continuará nas mesmas condições de nebulosidade variável com chuva fraca isolada. Totais menores que 20 mm.

As temperaturas mínimas ficarão entre 18/22°C e as máximas entre 27/32°C. Ventos variando entre sudoeste e sudeste. Rajadas mais fortes para essa sexta-feira à tarde.

Ondas variando entre sudeste e leste conforme a praia. O tamanho médio menor que meio metro.

O outono começou!

Nessa madrugada (00h50min) começou o outono astronômico com seu equinócio (mesma duração de dia/noite). Esse ano estaremos em neutralidade climatológica com viés para La Niña fraca (figura 2). Os modelos indicam chuva dentro da normalidade, e levemente acima da normalidade junto ao litoral, para os meses de maio e junho. Para o interior abaixo da normalidade. As temperaturas ficarão dentro da normalidade no litoral e acima da média no interior. Lembrando que o outono é uma estação de transição, ou seja, primeira parte com características de verão, e segundo mais próxima do inverno. A uma diminuição natural das chuvas e das temperaturas.

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO.  Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

A primavera de 2019.

Orquídea silvestre. Fonte: Autor.

A primavera astronômica (equinócio) começará nessa segunda-feira (23) às 4 horas e 50 minutos. A primavera climatológica começou junto com setembro. O equinócio é quando noite e dia tem a mesma duração. A primavera é uma estação de transição, primeira parte com características do inverno, segunda parte do verão. Suas maiores características são sentidas nas zonas temperadas, e menor nas zonas quentes e frias. É uma estação de transição, tanto, que começará com frio devido a influência de uma massa de ar polar sobre a região sul.

A primavera desse ano estará sob a influência da neutralidade climatológica (figura 1), ou seja, nem El Niño que terminou (figura 2), e nem La Niña.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Figura 2: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

A principal característica da neutralidade climatológica é a variação (temporal e espacial), tanto para precipitação como para temperatura. Chove mais num lugar, menos noutro. Esfria bem, logo em seguida esquenta, ou vice-versa. Os modelos internacionais apontam tendências mais próximas. Para precipitação ficaria igual ou acima da média para os meses de outubro e novembro, e dentro da média histórica para dezembro. Quanto a temperatura igual ou acima da média para outubro, e dentro da média para novembro e dezembro. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) coloca chuva e temperatura igual e acima da média histórica para o trimestre. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) junto com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no seu Boletim Climático para o Rio Grande do Sul, que cobre também nosso estado, indica chuva dentro da média para os meses de outubro e dezembro, e igual e abaixo da média para novembro. Quanto as temperaturas ficariam dentro da média histórica.

Para a região de Itajaí as médias históricas para precipitação são de 155, 150 e 161 mm para o trimestre outubro, novembro e dezembro. Quanto a temperatura adotamos a média das mínimas e das máximas, pois seria o comportamento médio esperado para o trimestre. Para as mínimas valores de 16,8°C, 18,3°C e 20,0°C. Para as máximas 24,7°C, 26,7°C e 28,7°C respectivamente.

A média dos dias de chuva, onde ocorre alguma precipitação, são de 15 dias para outubro e novembro e de 16 dias para dezembro. O vento predominante muda para a direção de nordeste, e secundário de sudoeste para outubro, sudeste para novembro e norte para dezembro.

Lembrando que pela aproximação do sul do continente temos entrada de frentes frias e suas consequências até o fim da primavera, ou seja, mesmo que tardiamente pode ocorrer ondas de frio. Outros reflexos desses sistemas são maré meteorológica e seus impactos na costa.

Ótima primavera a todos.