Primavera de 2025

A primavera astronômica começou nesta segunda-feira às 15h19 com o equinócio de primavera no hemisfério sul. Os modelos apontam para continuidade da La Niña até dezembro com 50% de chance (figura 1). Depois iremos para a neutralidade climatológica.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Não há consenso entre os institutos nacionais como o CPTEC e o INMET e alguns internacionais com o NCEP/NOAA e o IRI/Columbia. Os prognósticos destes institutos apresentam algumas diferenças para os internacionais, não muito discrepantes. Para precipitação, os modelos nacionais apresentam chance de 35 a 40% acima da média histórica e anomalias positivas na faixa de 10 mm para nossa região nos meses de outubro, novembro e dezembro. O mês de dezembro apresenta 35% de chance negativa ou positiva para chuva. O IRI/Columbia aponta chance de 45 a 50% de chuva abaixo da média para outubro, 40% abaixo para novembro e dentro da média para dezembro. Já o NCEP/NOAA coloca dentro da média histórica para o trimestre de outubro a dezembro. A média histórica da precipitação é de 139 mm em outubro, 158 mm em novembro e 169 mm em dezembro. Neste ano até o mês de agosto tivemos 4 meses com chuva acima da média e 4 meses abaixo. Junho o mês mais chuvoso com 61% acima da média e julho o menos chuvoso com 30% do esperado para o mês.

Para as temperaturas poucas diferenças. Os institutos internacionais apontam para probabilidade mínima de 40% de temperaturas iguais ou acima da média histórica. Os institutos nacionais colocam 35% de chance para temperaturas acima da média histórica com anomalias na faixa de 0,2 °C. A divergência ficaria para o mês de outubro com chance de temperatura igual ou inferior à média histórica com anomalia na faixa de 0,2 °C. A média histórica das máximas e mínimas que determina o comportamento esperado para estação no município de Itajaí é 24,6/16,9 °C para outubro, 26,6/18,3 °C para novembro e 28,6/20,0 °C para dezembro. Este ano foi mais fresco graças a La Niña. Até agosto tivemos 5 meses com temperaturas médias abaixo da série histórica e 3 meses acima. O mês de fevereiro foi o mais quente com 1,2 °C acima e os meses de junho e julho mais frios com 0,9 °C abaixo da média histórica. Com o La Niña perdendo força, talvez essa condição mude até o final do ano.

Lembrando que a primavera é uma estação de transição e assim sua primeira metade apresenta características do inverno como hoje que tivemos mínima de 8,4 °C em Camboriú e 10 °C em Itajaí e a segunda metade características do verão. É a estação de recuperação das chuvas com o aumento das condições de chuva provocada pelo calor e evaporação local, famosas pancadas de verão.

O vento predominante para esta estação é da direção nordeste. A nebulosidade média para o trimestre fica na faixa dos 72%.

Ótima estação das flores a todos!

Nosso outono de 2025

Por Sergey A. de Araújo

Nesta quinta-feira ensolarada às 6:01h começou nosso outono astronômico (equinócio – dia e noite com mesma duração). Lembrando sempre que o outono é uma estação de transição, ou seja, sua primeira parte tem características do verão e a outra do inverno. Este outono estará sobre a influência da neutralidade climatológica com viés de baixa (próximo da La Niña). Os modelos internacionais apontam esta condição até setembro. Para outubro e novembro a probabilidade para neutralidade e La Niña estarão muito próximas (figura 1). Os modelos internacionais e nacionais indicam um prognóstico muito próximo para precipitação e temperatura. 

Quanto a precipitação teremos duas situações. A primeira, para o trimestre de abril, maio e junho, chuvas na média para abril e junho, e abaixo da média para maio. Os modelos nacionais apontam para chuva na média ou abaixo da média para o trimestre. Anomalias mensais de 10 mm abaixo da média histórica. A média histórica para abril é 125 mm, 122 mm para maio e 110 mm em junho. Esta redução de precipitação em direção ao inverno é uma característica da região sul. Neste ano de 2025 tivemos chuva acima da média no mês de janeiro, mas fevereiro e março com chuva abaixo da média histórica.

Quanto à temperatura, os modelos não apresentam consenso. Os internacionais apontam para temperaturas na média ou acima da média histórica. O INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) aponta para probabilidade acima da média histórica para abril e abaixo em maio e junho no litoral. Contudo apresenta anomalias 0,2 acima ou abaixo das médias. A média das temperaturas máximas e mínimas revelam o que esperar para o trimestre. Para os meses de abril, maio e junho média das máximas de 26,9°C, 24,1°C e 22,1°C respectivamente. Já para as mínimas os dados são de 18,0°C para abril, 14,8°C para maio e 12,8°C para junho. Neste ano de 2025 tivemos temperatura média abaixo da histórica para o mês de janeiro (0,3°C), calor em fevereiro (1,2°C acima) e 0,6°C acima neste mês de março.

Finalizando no outono temos aumento das geadas, sistemas frontais e nevoeiros. Ótima estação a todos.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Primavera de 2024

Por Sergey A. de Araújo

A primavera astronômica começou nesse domingo às 9 horas e 44 minutos com o equinócio da primavera em nosso hemisfério.

Para os próximos meses até janeiro de 2025 estaremos com La Niña, mas de forma fraca (figuras 1 e 2). A La Niña de forma geral traz para região sul menos chuva e menor temperatura. Contudo outros fatores interferem como a temperatura do oceano Atlântico para o litoral.

A primavera é uma estação de transição, onde em sua primeira parte mantém características do inverno, como agora em setembro, e na sua segunda metade características do verão com maiores temperaturas e pancadas de chuva.

Os modelos não apresentam consenso em relação a precipitação. Os modelos internacionais apontam para chuva na média histórica para o litoral e igual ou menor para o interior (40% de probabilidade) para outubro e novembro. Para dezembro igual ou acima da média para o litoral e igual a média no interior. As temperaturas sempre acima da média. Nos modelos nacionais, especialmente na nota técnica em conjunto do INMET/INPE (Instituto Nacional de Meteorologia/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) “a previsão indica condições favoráveis de chuva abaixo da média climatológica (média histórica) nos Estados do Paraná e Santa Catarina. Já para o Rio Grande do Sul, a previsão aponta para uma tendência de chuvas próximas e acima da média. As temperaturas previstas podem se manifestar com condições predominantemente acima da média climatológica, principalmente no oeste da região”. Contudo seus modelos de setembro apontam para anomalias positivas para o litoral e interior. Valores de até 50 mm acima da média. A média de chuva para nossa região em outubro é de 139 mm. Assim chegaríamos até 189 mm. Para novembro cairíamos numa faixa entre 10 mm positivos até 10 mm negativos para o litoral. Essa condição permaneceria para dezembro com viés para valores negativos. Para o interior até 50 mm menores de chuva para novembro. Em dezembro chuva acima da média no extremo oeste e parte do oeste. Para temperatura levemente abaixo da média para outubro e dezembro e acima para novembro. Dessa forma é necessário o acompanhamento diário. As médias de chuva para Itajaí é de 139, 158 e 156 mm para outubro, novembro e dezembro. A médias das temperaturas máximas e mínimas é de 24/17°C, 26/18°C e 28/20°C respectivamente.

O vento de nordeste será mais frequente nos meses de outubro, novembro e dezembro com velocidade média na casa dos 7 km/h. Para esse trimestre teremos uma cobertura média das nuvens de 70%, ou seja, mais nuvens do que sol. Chance de dias com alguma chuva para esses meses é 19 dias/mês.

Uma ótima primavera!

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño Southern Oscillation – NOAA/CPC. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Prévia para nosso inverno de 2024

Por Sergey A. de Araújo

O inverno astronômico começará no dia 21 desse mês às 11 horas e 58 minutos com o solstício de inverno e nossa noite mais longa do ano. O inverno meteorológico já começou com esse mês. Estamos em neutralidade climatológico. A “La Niña” se consolidará a partir de julho (figura 1). Como característica geral a La Niña traz temperaturas mais baixas e menos chuva para nossa região.

Os modelos internacionais apontam com consenso para chuva abaixo da média histórica em boa parte do nosso estado, principalmente para o oeste e meio oeste com probabilidade acima de 50% para os meses de junho, julho e agosto. Para setembro ainda permanece as condições de chuva abaixo da média, mas com 40% de probabilidade. Para o litoral catarinense também temos indicativo de chuvas abaixo da média. Probabilidade de 40% para junho e setembro e 45% para julho e agosto. Já modelos nacionais apontam para chuvas acima da média nesse mês de junho junto ao litoral (anomalia entre 10 e 50 mm). Para os meses de julho e agosto chuva abaixo da média com anomalias negativas entre 10 e 50 mm. Vale ressaltar que o oceano Atlântico está mais quente e assim favorece chuvas locais. Isso já ocorreu outras vezes com estiagem mais prolongada no interior e chuva na média ou próximo disso no litoral. A neutralidade e La Niña também trazem irregularidade temporal e espacial da chuva, assim pode chover num lugar e noutro não. Vários dias sem chuva, e depois chove concentrado. É bom salientar que o inverno é a estação do ano com menores índices de precipitação. A média histórica para o trimestre de junho, julho e agosto é de 111, 108 e 91 mm.

Quanto as temperaturas os modelos apontam com consenso valores acima da média com probabilidade de 50%. Os modelos nacionais apontam para anomalias entre 0,4 e 1,0°C acima da média histórica para junho e julho. Em agosto anomalias entre0,2 e 0,4°C acima para nosso litoral. Os dados históricos da média das temperaturas máximas e mínimas para a Itajaí são de 22, 21 e 22°C para as máximas no trimestre (junho, julho e agosto). As mínimas são de 13, 12 e 13°C respectivamente. Mesmo os modelos apontando para temperaturas mais altas teremos frio, só que em períodos menores. Ao final da estação, essa sim, deverá ser mais quente. Lembrando que tivemos mínima absoluta em Camboriú de 2,6°C negativos na década de 40 (estação meteorológico no antigo Colégio Agrícola, hoje, IFC) e em Itajaí a mínima absoluta já registrada foi de 0,5 negativos na década de 90 (estação da EPAGRI/CIRAM no bairro Itaipava).

Outras características do inverno para nossa região é o aumento de passagem de sistemas frontais, ciclones extratropicais e nevoeiros.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Primavera de 2022

A primavera astronômica começará nesta quinta-feira às 22 horas e 4 minutos com o equinócio da primavera no hemisfério sul. A estação nesse ano estará sob a influência da La Niña com intensidade fraca (figuras 1 e 2). Os modelos indicam para outubro e novembro temperaturas negativas no Oceano Pacífico de 1,1°C e 0,9°C para dezembro. Lembrando que La Niña é um fenômeno oceano-atmosférico de resfriamento anormal das águas tropicais do Oceano Pacífico. O padrão é a partir de 0,5°C negativos. A partir de fevereiro de 2023 teremos neutralidade climatológica (entre 0,5°C negativo e positivo). Como característica geral para a região sul a La Niña traz irregularidade para precipitação, tanto espaço como temporalmente, ou seja, vários dias sem chuva e depois chove intensamente num período curto. Estiagem ou seca numa região e noutra não. Cabe ressaltar que junto ao litoral essas condições são amenizadas pela evaporação do oceano, circulação marítima, que trazem chuva convectiva local. Para a temperatura o efeito é de valores abaixo da média histórica. Teremos dias com muito calor, outros nem tanto, mas ao final da estação, será um pouco mais fria que o esperado.

Figura 1: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.
Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Não existe consenso entre os modelos internacionais, e nem mesmo, para os nacionais. O INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) indica totais de chuva para o trimestre de outubro, novembro e dezembro de 500 mm para o litoral central e norte, que estaria próximo da normalidade para nossa região. Se considerarmos os valores de anomalia mensal esse modelo indica 35% de probabilidade de chuva na média/abaixo da média para outubro, 60% para novembro e 45% para dezembro. O modelo NCEP/NOAA (Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service) indica precipitação dentro da normalidade. O modelo IRI/Columbia (International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University) indica probabilidade de 40% de chuva na média/abaixo da média histórica para outubro e novembro e dentro da média para dezembro. Esse ano já começou com La Niña. Tivemos chuva abaixo da média nos meses de janeiro, fevereiro, abril e julho. Na normalidade em março e junho. Acima da média os meses de maio e agosto. O mês de setembro, até hoje, choveu 81% do esperado. A média histórica de Itajaí para o trimestre é de 152 mm para outubro, 151 mm para novembro e 162 mm para dezembro. Observando a maioria dos modelos ficaremos próximo disso.

Quanto as temperaturas os modelos nacionais apontam para probabilidade de 40% na média/abaixo da média para outubro, dentro da média para novembro e 60% na média/abaixo da média para dezembro. Anomalias médias de 0,2°C negativos para esse trimestre. O modelo do NCEP/NOAA coloca temperaturas na média histórica. Já o modelo IRI/Columbia indica probabilidade entre 40/45°C na média/abaixo da média para outubro e novembro, e na média para dezembro. O valor mensal da média das máximas e mínimas de Itajaí, mais próximo do que acontece diariamente, são de 24,6/16,9°C para outubro, 26,6/18,4°C para novembro e 28,6/20,0°C para dezembro.

Outros dados para essa primavera. A média da umidade relativa do ar para esse trimestre em Itajaí fica entre 80 e 82%. Pelos dados históricos o vento de nordeste predomina nesse período.

Finalizando é sempre bom lembrar que essa é uma estação de transição. Assim na sua primeira parte tem características de inverno com temperaturas mais amenas e na segunda do verão, com calor presente.

Outono começa nesse sábado.

Amanhã começa o outono astronômico (equinócio) às 6 horas e 38 minutos. Nesse ano ele estará sob a influência da “Neutralidade Climatológica” (figura 1). A La Niña que vinha atuando nos últimos 8 meses perdeu a força. Contudo não se tem expectativa para El Niño neste ano. Os modelos nacionais e alguns internacionais indicam chuva abaixo da média histórica para o trimestre de abril, maio e junho. Os nacionais colocam anomalias negativas de 40 a 50 mm, e probabilidade entre 40 e 45% abaixo da média. Um dos modelos do National Centers for Environmental Prediction/NCEP/National Weather Service/NOAA coloca diferentemente dos demais, chuva entre 5 e 20 mm acima da média para abril, entre 5 e 20 mm abaixo da média para maio, e entre 20 e 40 mm acima da média para junho. Todos os modelos indicam temperaturas na média e acima da média histórica.

A média histórica da precipitação para nossa região é de 121, 117 e 106 mm no trimestre. A média das temperaturas máximas e mínimas demonstram melhor o comportamento das temperaturas. As máximas para o trimestre de abril/maio/junho são de 27/24/22°C respectivamente, e as mínimas de 18/15/13°C.

O registro do vento predominante para a estação é de sudoeste para os três meses. O segundo vento com maior frequência é da direção de nordeste. A média da umidade relativa do ar é superior a 85%.

Lembrando que é uma estação de transição, ou seja, na sua primeira metade mantém a cara do verão, na segunda do inverno. Ocorre também o aumento das passagens de frentes frias.

Chuva isolada para o fim de semana.

Observe a imagem de satélite dessa noite uma frente fria entre São Paulo e Rio de Janeiro. Nebulosidade presente sobre o litoral por causa da circulação marítima.

Para sexta-feira e sábado a circulação marítima atuará sobre o litoral, e áreas de instabilidades no interior. Nada de novidade. Assim teremos um pouco mais de nuvens na sexta-feira com chuva fraca ocasional. No sábado bons períodos de sol com chuva isolada na madrugada. Para domingo uma nova frente fria se deslocará em direção ao estado. Assim teremos maior presença das nuvens. Chuva na madrugada e ao final da tarde/noite. Chuva mais significativa para segunda, terça e parte de quarta-feira.

Na sexta-feira a temperatura não sobe muito ficando por volta dos 28°C. Para sábado chega aos 31°C e 34°C no domingo.

Vento variável com intensidade entre calmaria e brisa leve.

Em nossas praias ondas das direções de sudeste e leste conforme a praia. O tamanho ficará entre meio a 1 metro dependendo do pico.

Fora da costa leve agitação marinha com ondas entre 1,5 a 2,5 metros de direção sul.

Final de semana com nebulosidade variável e chuva isolada.

Ontem passou uma frente fria pela região. Trouxe chuva para o extremo oeste catarinense, e muita calor para o litoral, e deixou alguma nebulosidade junto ao litoral central e norte. Uma massa de ar polar se desloca entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul em direção ao oceano. No sábado a tarde ela já estará sobre o oceano facilitando a circulação marítima, e sua maior variação na nebulosidade. Observe a imagem de satélite desse início de manhã nuvens no litoral centro-norte de Santa Catarina.

Imagem do satélite GOES 16/NOAA/EUA – Canal do Visível – dia 20/03/2020 – Hora local: 07:20 – Sul do Brasil. Fonte: RAMSDIS Online – Central and South America and the Caribbean, Cooperative Institute for Research in the Atmospere, Colorado State University, EUA, modificado por LabClima/UNIVALI.

Para essa sexta-feira, sábado e domingo o sol aparecerá acompanhado das nuvens. Alguns momentos de maior presença delas, e nesses períodos, chance de chuva fraca isolada. Para sábado maiores períodos de sol e menor chance de chuva. A próxima semana continuará nas mesmas condições de nebulosidade variável com chuva fraca isolada. Totais menores que 20 mm.

As temperaturas mínimas ficarão entre 18/22°C e as máximas entre 27/32°C. Ventos variando entre sudoeste e sudeste. Rajadas mais fortes para essa sexta-feira à tarde.

Ondas variando entre sudeste e leste conforme a praia. O tamanho médio menor que meio metro.

O outono começou!

Nessa madrugada (00h50min) começou o outono astronômico com seu equinócio (mesma duração de dia/noite). Esse ano estaremos em neutralidade climatológica com viés para La Niña fraca (figura 2). Os modelos indicam chuva dentro da normalidade, e levemente acima da normalidade junto ao litoral, para os meses de maio e junho. Para o interior abaixo da normalidade. As temperaturas ficarão dentro da normalidade no litoral e acima da média no interior. Lembrando que o outono é uma estação de transição, ou seja, primeira parte com características de verão, e segundo mais próxima do inverno. A uma diminuição natural das chuvas e das temperaturas.

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO.  Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

A primavera de 2019.

Orquídea silvestre. Fonte: Autor.

A primavera astronômica (equinócio) começará nessa segunda-feira (23) às 4 horas e 50 minutos. A primavera climatológica começou junto com setembro. O equinócio é quando noite e dia tem a mesma duração. A primavera é uma estação de transição, primeira parte com características do inverno, segunda parte do verão. Suas maiores características são sentidas nas zonas temperadas, e menor nas zonas quentes e frias. É uma estação de transição, tanto, que começará com frio devido a influência de uma massa de ar polar sobre a região sul.

A primavera desse ano estará sob a influência da neutralidade climatológica (figura 1), ou seja, nem El Niño que terminou (figura 2), e nem La Niña.

Figura 1: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Figura 2: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

A principal característica da neutralidade climatológica é a variação (temporal e espacial), tanto para precipitação como para temperatura. Chove mais num lugar, menos noutro. Esfria bem, logo em seguida esquenta, ou vice-versa. Os modelos internacionais apontam tendências mais próximas. Para precipitação ficaria igual ou acima da média para os meses de outubro e novembro, e dentro da média histórica para dezembro. Quanto a temperatura igual ou acima da média para outubro, e dentro da média para novembro e dezembro. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) coloca chuva e temperatura igual e acima da média histórica para o trimestre. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) junto com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no seu Boletim Climático para o Rio Grande do Sul, que cobre também nosso estado, indica chuva dentro da média para os meses de outubro e dezembro, e igual e abaixo da média para novembro. Quanto as temperaturas ficariam dentro da média histórica.

Para a região de Itajaí as médias históricas para precipitação são de 155, 150 e 161 mm para o trimestre outubro, novembro e dezembro. Quanto a temperatura adotamos a média das mínimas e das máximas, pois seria o comportamento médio esperado para o trimestre. Para as mínimas valores de 16,8°C, 18,3°C e 20,0°C. Para as máximas 24,7°C, 26,7°C e 28,7°C respectivamente.

A média dos dias de chuva, onde ocorre alguma precipitação, são de 15 dias para outubro e novembro e de 16 dias para dezembro. O vento predominante muda para a direção de nordeste, e secundário de sudoeste para outubro, sudeste para novembro e norte para dezembro.

Lembrando que pela aproximação do sul do continente temos entrada de frentes frias e suas consequências até o fim da primavera, ou seja, mesmo que tardiamente pode ocorrer ondas de frio. Outros reflexos desses sistemas são maré meteorológica e seus impactos na costa.

Ótima primavera a todos.

O inverno de 2019.

O inverno astronômico começou hoje às 12 horas e 54 minutos com o solstício do inverno, quando nosso hemisfério está menos inclinado em direção ao sol, e assim recebendo menos energia. O inverno deste ano estará sob a influência do El Niño fraco, beirando a neutralidade climatológica.

Dados do NCEP (Center for Weather and Climate Prediction) indica esse fenômeno de forma fraca, e a partir de julho o início da neutralidade climatológica (figura 1).

Figura 1: Previsão para anomalias no El Niño. Fonte: NCEP/NOAA – Center for Weather and Climate Prediction – National Weather Service – EUA.

Já dados do IRI (International Research Institute for Climate and Society ) indica a continuação desse fenômeno de forma fraca até janeiro de 2019 (figura 2).

Figura 2: Modelo de probabilidade de El Niño – IRI ENSO. Fonte: International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

As características mais gerais do El Niño para a região sul é maior precipitação e calor. Na neutralidade temos uma maior variação. Lembrando que o mês de maio tivemos chuvas 60% acima da média histórica para a região, contudo nesse mês de junho, até a presente data, e sem indicativos de volumes mais intensos, terminará com chuvas abaixo da média. Até hoje choveu somente 31% do esperado para o mês. Quanto as temperaturas estão mais altas, entorno de 2,5°C acima da média das mínimas e máximas.

Dito isso os modelos não indicam consenso. Alguns colocam chuva acima da média, principalmente para o Rio Grande do Sul e para o sul de Santa Catarina (setembro).

O que esperar para nosso inverno? Em termos de chuva ficará na média e abaixo da média para os meses de julho e agosto, e na média para o mês de setembro. Quanto as temperaturas ficarão acima da média para o trimestre de julho/agosto/setembro. Contudo o frio mais intenso será por meio de ondas de frio, ou seja, períodos menores de frio após passagem de frentes frias mais fortes.

O comportamento esperado (histórico) da média das temperaturas máximas e mínimas para esse trimestre é de 21,0/22,0/22,4°C e 12,0/13,0/14,4°C respectivamente. Para as chuvas são 120/92/145 mm. Os ventos predominantes são de sudoeste para julho e nordeste para agosto e setembro.

Nessa estação também temos a intensificação de nevoeiros, principalmente os radiativos. Esses se desenvolvem pelo esfriamento intenso do solo que condensa o ar acima, e se dissipam com a chegada do sol.